Em linha na manhã desta sexta-feira (11), o mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 2,13 trilhões (+0,4%) enquanto o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 61,1 mil (+0,1%) com 56,5% de dominância de mercado, sentimento dos investidores em região de medo (37%) e a maior parte das principais altcoins em capitalização de mercado em alta de até 500%, caso de um novo token listado pela Binance, o SCR, alvo de críticas da comunidade.
De acordo com os dados reportados pela plataforma de monitoramento de preços CoinMarketCap, a manutenção de suporte do BTC sinalizou que o benchmark pode ter encontrado uma zona de consolidação após recuar a US$ 59 mil na tarde de quarta-feira (12), na esteira da divulgação de dados que apontaram resiliência da inflação e do desemprego nos Estados Unidos, que também pressionaram o mercado acionário.
De acordo com o Departamento do Trabalho da maior economia global, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,2% em setembro ante 0,1% projeto pelos analistas. No acumulado anual, o avanço dos preços ficou em 2,4%, menor percentual desde fevereiro de 2021.
Esses números podem sacramentar um corte de 0,25% pelo Federal Reserve (Fed) em novembro, em um movimento de pouso suave na economia que pode limitar o Uptober (outubro de alta) das criptomoedas. Isso porque o número de pedidos de seguro-desemprego também avançou, a 258 mil na semana encerrada no dia 5 de outubro, segundo o Departamento do Trabalho, bem acima dos 230 mil projetados pelos analistas e os 231 mil da média móvel de quatro semanas. Nesse caso, a alta do desemprego e da inflação, ainda que moderada, representa um sinal de estagflação, ambiente econômico desfavorável a mercados como o de criptomoedas.
No mercado acionário, a divulgação dos novos dados foi sucedida pela devolução de ganhos, já que o S&P 500 e o Nasdaq recuaram respectivamente a 5.780,05 (0,21%) e 18.282,05 pontos (-0,05%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin recuaram em líquidos US$ 120,76 milhões enquanto os de Ethereum (ETH) avançaram em líquidos US$ 3,06 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.
No grupo das principais altcoins em capitalização de mercado, o FTM era negociado por US$ 0,64 (-4,6%), o FTT valia US$ 2,05 (-4,4%), o HNT representava US$ 6,47 (-4%), o TIA se convertia em US$ 5,21 (+7,4%), o WIF era transacionado por US$ 2,49 (+6,4%), o POPCAT orbitava 1,28 (+6,3%), o MOG representava US$ 0,0000015 (+8,6%) e o ZETA pareava US$ 0,57 (+6,4%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o ZEC valia US$ 35,29 (+14,1%), o DOG atingia US$ 0,0050 (+28,1%), o SXP se convertia em US$ 0,28 (+24,9%), o WOLF se estabelecia em US$ 0,000072 (+25,3%), o SKBDI estava precificado em US$ 0,60 (+27,3%), o OGY valia US$ 0,0053 (+20,6%), o KARRAT se traduzia em US$ 0,48 (+16,8%) e o SC era trocado por US$ 0,036 (+38,2%).
Um dos destaques era a listagem inicial do SCR, token da plataforma Scroll, que é um zkEVM Rollup, uma solução de processamento de transações em blockchains de camada 2 (L2) responsável pelo agrupamento de transações e envio para a camada 1 (L1)como forma de liberar espaço na camada base, portanto compatível com a Máquina Virtual Ethereum (EVM). O token foi adicionado na manhã desta sexta-feira em exchanges como LBank e Binance, onde o SCR era transferido por US$ 1,185 (+196%) após um pico de preço de quase 500%.
Gráfico de quatro horas do par SCR/USDT. Fonte: Captura de tela/Binance
Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas também estavam COMAI, PUFFER e POWR na Bitget, MIHARU e SIGMA na Poloniex, GOAT na AscendEX, PUFFY na Pheme e, SKY e USDS na Upbit.
No dia anterior, uma nova criptomoeda explodiu 1.500% e subiu de US$ 0,04 para US$ 0,64 enquanto o Bitcoin espreitava o CPI, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.