Na manhã desta quinta-feira, o mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 2,13 trilhões (-1,6%) enquanto o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 60,9 mil (-1,8%) com dominância de mercado a 56,7%, sentimento dos investidores em região de medo (37%) e a maior parte dos tokens no vermelho, apesar de algumas altas de até 1.500%, caso de uma altcoin listada em diversas exchanges globais.

O mercado de criptomoedas se movimentava na seara da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de setembro nos Estados Unidos, nessa quinta-feira à 9h30 (horário de Brasília). A expectativa dos analistas é de que o avanço dos preços tenha ficado em 0,1% e confirme a projeção de corte de juros em 0,25% pelo Federal Reserve (Fed) no começo de novembro, em um movimento de pouso suave na maior economia global.

No mercado acionário, os índices S&P 500 e Nasdaq encerraram respectivamente em 5.792,04 (+0,71%) e 18.291,62 pontos (+0,60%) na esteira da valorização de algumas big techs e sinais de diminuição dos riscos de recessão nos EUA, como o aumento das exportações, cenário que pode ajudar a descomprimir mercados como o de criptomoedas.

Os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin recuaram em líquidos US$ 30,59 milhões enquanto os de Ethereum (ETH) se movimentaram em linha no dia anterior, segundo dados da plataforma SoSoValue. 

A aversão ao risco também coincidiu com o silêncio do governo da China, que ainda não divulgou as prometidas novas medidas de incentivo econômico, e os rumos da guerra no Oriente Médio pela possível retaliação de Israel a um bombardeio sofrido do Irã, apesar do recuo do preço do barril do petróleo.

Entre as principais altcoins em capitalização de mercado, o EIGEN era transacionado por US$ 3,56 (-10,5%), o APT representava US$ 8,24 (-9,9%), o CFX era comprado por US$ 0,16 (-6,9%), o WIF era transferido por US$ 2,34 (-6%), o UNI se equiparava a US$ 7,84 (+9%), o CHZ era trocado de mãos por US$ 0,071 (+3,5%), o ZEC se comparava a US$ 31,05 (+8%) e o CELO atingia US$ 0,73 (+5,4%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o REEF era negociado por US$ 0,0070 (+21%), o APU valia US$ 0,00073 (+11,4%), o BDC representava US$ 0,079 (+17,4%), o DAG orbitava US$ 0,024 (+12%), o PSG estava precificado em US$ 3,47 (+41,1%), o DORA se nivelava por US$ 0,055 (+10,1%), o JESUS era transferido por US$ 0,00000017 (+38%) e o SILLY valia US$ 0,017 (+95,6%).

Um dos destaques era a listagem inicial do CARV, token do protocolo de dados modulares para jogos e inteligência artificial (IA) CARV, criado em 2021 para capacitar usuários a possuir, controlar e monetizar seus dados. 

Entre as exchanges globais que adicionaram o CARV estão Gate.io, Bitrue, Huobi, Bybit, CoinEx, BitMart e Bitget, onde o CARV era negociado por US$ 0,47 (+1.074%) com um pico de preço acima de US$ 0,64 que representou mais de 1.500% o preço de abertura (US$ 0,04).

Gráfico de 24 horas do par CARV/USDT. Fonte: TradingView/Bitget

No dia anterior, a Binance anunciou o colateral do SOL com APR de 10% em 10 dias enquanto o Bitcoin caminhava de lado, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.