O mercado de criptomoedas voltava a operar com um market cap de US$ 2,4 trilhões (-3,1%) na manhã desta terça-feira (30), quando o Bitcoin (BTC) orbitava em torno de US$ 66,5 mil (-4,2%) com 54,9% de dominância de mercado, sentimento dos investidores em ligeira ganância (61%) e a maior parte das altcoins recuadas em até 43%, apesar da alta de 10.000% na listagem inicial do token Layer3 (L3).
A movimentação dos preços se replicava com o comportamento do mercado acionário através de índices que historicamente são correlacionados pelas criptomoedas. No caso o S&P 500 e o Nasdaq, encerrados no dia anterior em 5.463,54 (+0,081%) e 17.370,20 pontos (+0,07%).
Essa cautela coincidia com a aproximação de diversos eventos que podem mudar o humor dos investidores e atingir mercados mais voláteis, como o de criptomoedas. Entre eles a divulgação de balanços contábeis referentes ao segundo trimestre de megacaps, que são empresas de capital aberto acima de US$ 200 bilhões em valor de mercado, em especial as big techs.
Porém, o foco principal dos investidores é o início da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), colegiado decisório de política monetária do Federal Reserve (Fed), que divulga na próxima quarta-feira (31) sobre a manutenção ou não de sua taxa de juros básica anual, atualmente entre 5,25% e 5,50%. No mesmo dia, na “Superquarta”, outros bancos centrais também decidem suas respectivas taxas de juros. Entre eles o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil.
Na sexta-feira (2 de agosto), o Departamento do Trabalho dos EUA divulga os dados de julho relacionados payroll, que é um relatório mensal dos postos de trabalho criados ou perdidos no setor não agrícola da maior economia global, já que o aquecimento do mercado de trabalho é um catalisador de inflação.
Na seara dos movimentos mais moderados dos capitalistas de risco, os fundos negociados em bolsa (ETFs) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin dos EUA registraram entradas líquidas de US$ 124,13 milhões enquanto os ETFs spot de Ethereum (ETH) apresentaram saídas líquidas de US$ 98,29 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue..
As altas na região das principais altcoins em capitalização de mercado se apresentaram em menor número, casos do BOME, MOG e OM, negociados respectivamente por US$ 0,011 (+5,2%), US$ 0,0000020 (+5,2%) e US$ 1,22 (+4,2%).
No caso das retrações, o POPCAT valia US$ 0,75 (-9,5%), o JUP se convertia em US$ 1,08 (-7,2%), o MICHI estava precificado em US$ 0,21 (-15,6%), o DEGEN correspondia a US$ 0,0053 (-15,3%), o POLY era transferido por US$ 0,067 (-43,2%) e o UDS era negociado por US$ 1,23 (-30,1%).
As altas de dois dígitos percentuais se encontrava em menor número. Entre elas, o CVX estava quantificado em US$ 3,30 (+12,6%), o BNX valia US$ 1,54 (+10,8%), o TRIBE girava em torno de US$ 0,54 (+19,7%), o MPLX era trocado de mãos por US$ 0,36 (+11,7%), o XPLA pareava US$ 0,14 (+11,9%) e o CSWAP se transformava em US$ 0,041 (+13,9%).
Entre os destaques estava a listagem inicial do L3, token do protocolo de camada 3 Layer 3, em diversas enchanges de criptomoedas, como CoinEx, Crypto.com, Bitrue, Gate.io, Bybit, Kraken, BitMart e Biget, onde o L3 era negociado por US$ 0,097 (+4,760%) e com um pico de preço em torno de 10.000% em relação ao preço de abertura.
Gráfico de 24 horas do par L3/USDT. Fonte: TradingView/Bitget
No dia anterior, as altcoins subiram até 74% enquanto o Bitcoin mantinha o suporte de US$ 69 mil à espera do Fed, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.