Quando comprou sua primeira ação aos 7 anos de idade, Richard Schäli talvez não imaginasse que estava girando a chave para abrir a porta de um novo mundo. O que parece ser um conto infantil aconteceu há apenas oito anos, tempo que separa o menino-investidor, hoje com apenas 15 anos, de sua entrada no universo das criptomoedas e dos investimentos. Richard Schäli é o fundador da Secanta Capital Research, iniciada em 2019 em Zug, na Suíça, que se identifica como uma organização de auxílio à navegação “em um mundo cheio de disrupções tecnologicamente habilitadas em todos os setores e crescimento exponencial” e que rejeita o título de empresa de consultoria.
A Secanta Capital Research nasceu como um fundo privado, o Richifinancial Trading Fund, em que o jovem começava a administrar os fundos de amigos e familiares, que inluíram dois certificados negociados em bolsa, até fevereiro de 2021, de acordo com o que diz a página da organização.
"A Secanta é uma organização independente, que reúne especialistas e líderes de pensamento em tecnologias em evolução, para dar aos investidores uma melhor compreensão sobre o que eles podem esperar dessas tecnologias", acrescenta a mensagem de apresentação da organização.
Richard Schäli, no entanto, deixa claro que:
"Meu objetivo era construir uma empresa que mantenha a complexidade baixa, se concentre em sua pesquisa e nos benefícios da pesquisa em rede."
Na última segunda-feira (1), Schäli participou do painel “Como criptomoedas e tecnologias disruptivas moldam o futuro dos investimentos”, debate pertencente ao evento Lidera, organizado pela Fundação Estudar, criada pelo empresário Paulo Lemann, conforme noticiou a Época Negócios.
Apesar de o passado do jovem investidor parecer que foi ontem, seu olhar está concentrados no futuro dos investimentos tecnológicos, calcados, em especial, nas tecnologias disruptivas.
“A próxima geração de negócios trilionários estará na blockchain”, disse.
O jovem também enxerga o atual momento de baixa, e de crise, das criptomoedas como um divisor de águas, uma etapa “crucial” de refinamento do setor, bombardeado por ofertas públicas iniciais (IPOs) de projetos que, em sua maioria, estão fadados a desaparecer nos próximos anos, segundo ele.
“Daqui a dez anos, a maioria das plataformas criadas neste período vão desaparecer. Talvez tenhamos apenas dez protocolos para dez casos de uso diferentes. É por isso que, quando se trata de investir em blockchain, vou direto nos grandes players. E estou muito animado”, acrescentou.
O investidor está longe de ser uma voz solitária quando o assunto é o entusiasmo para o futuro das criptomoedas, que, segundo avaliação do presidente da comissão de tecnologia da OAB-SP, Ronaldo Lemos, que também participou do debate, representam o setor onde estão as oportunidades de desenvolvimento tecnológico direcionados, por exemplo, ao metaverso e à web3. Para ele, os investimentos em criptomoedas representam uma transição para se alcançar a evolução da experiência do usuário.
Para outro participante dos diálogos, Roberto Dagnoni, CEO do grupo 2TM, holding que controla a exchange de criptomoedas brasileira Mercado Bitcoin (MB), as pessoas estão em fase de entendimento do que realmente é o Bitcoin (BTC) e aplicações relacionadas à blockchain, como os tokens não fungíveis (NFTs), vão facilitar a conexão entre elas e o mundo. Já a integrante da organização autônoma descentralizada AlmaDAO Juliana Walenkamp opinou dizendo que a “ blockchain oferece produtos mais baratos e transações mais rápidas e transparentes” e que “traz inclusão e democratiza o setor financeiro.”
No final de junho, durante a segunda edição do Nord Experience, especialistas do mercado de criptomoedas também debateram o futuro. Para eles, o inverno cripto vai passar e criptomoedas vão inaugurar uma nova ordem mundial, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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