Ministério Publico pede que venezuelano acusado de aplicar golpes com Bitcoin no Brasil permaneça preso

O Ministério Público de Amazonas protocolou uma denúncia contra o venezuelano Rafael Martins Suarez Salazar e o brasileiro André Luiz Athayde Gomes, ambos acusados de aplicar golpes baseados em Bitcoin e criptomoedas que teriam lesado milhares de pessoas no Brasil e até em outros países como Peru, Venezuela, EUA, Espanha e Colômbia.

O MP também pediu a prisão preventiva de ambos, que já foram presos pela Polícia Civil do Amazonas. O Promotor de Justiça Weslei Machado solicitou cerca de R$ 649.235,72 com valor mínimo para reparação dos danos causados as vítimas. Além disso, como informou o portal G1, o MP pede ainda a cautela dos veículos apreendidos em poder dos denunciados, conforme foi requerido pelo delegado que presidiu o inquérito.

Salazar e Gomes são acusados de montar uma suposta pirâmide financeira, a Sucesso Trading, na qual prometiam ganhos de até 5% por semana por meio de um investimento inicial. Além disso, por meio de promoção com Marketing Multinível, angariavam novos clientes para ampliar a rede. 

Contudo, embora inicialmente eles pagassem a suposta rentabilidade, após um determinado período as pessoas não conseguiam mais reaver seus investimentos. Nenhum deles tinha autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar oferecendo investimentos no Brasil.

“As pessoas acabavam vendendo veículos, resgatando dinheiro da poupança e aplicando no negócio. Destaco que, no início, as vítimas tiveram retorno do investimento, porém, nos últimos dois meses os infratores não realizaram mais os pagamentos dos rendimentos, que caracterizou o crime de estelionato. Durante os trabalhos, efetuamos a prisão de Rafael e, desta vez, prendemos o segundo envolvido”, disse o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), delegado Aldeney Góes.

Segundo relatos de vítimas que procuraram o Cointelegraph, Salazar já teria aplicado golpes em outros países e o montante do valor arrecadado pela Sucesso Trading seria muito maior do que pede o Ministério Público, no total, seriam cerca de 1473 bitcoins arrecadados pelos supostos golpistas.

No entanto, além das duas pessoas indiciadas pelo MP, as vítimas alegaram ao Cointelegraph que outras duas pessoas teriam feito parte do negócio, uma delas seria a esposa de Salazar que teria sido responsável por comunicar a rede sobre o atraso nos pagamentos e a outra seria o empresário Gilberto Sucesso, Sócio-proprietário do Grupo Sucesso que tem sua sede também em Manaus, onde os outros dois suspeitos foram presos.

Procurada pelo Cointelegraph, Gilberto e o grupo ainda não atenderam os chamados até a publicação desta reportagem.

Como noticiou o Cointelegraph, em outro caso de saques atrasados no Brasil, a Atlas Quantum, empresa que afirma realizar arbitragem de Bitcoin, anunciou uma nova sede, agora no edifício Çiragan, na Alameda Ministro Rocha Azevedo, 38.

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