A pesquisa em blockchain e a computação quântica e em nuvem são itens considerados fundamentais para a transformação digital do Brasil. A afirmação é do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, que participou nesta semana de uma mesa redonda virtual do Business Council for International Understanding (BCIU).

Participaram do evento online representantes do setor privado, para tratar da estratégia de transformação digital do Brasil e como os setores público e privado lidam com o aumento da demanda individual pela segurança no mundo digital.

Pontes falou sobre o papel do governo como um capacitador e facilitador da transformação digital e como o setor privado pode apoiar seus esforços contínuos para desenvolver e fortalecer a infraestrutura de cibersegurança do Brasil ao mesmo tempo em que aprimora a transformação digital.

O ministro enfatizou as dificuldades de conectividade enfrentadas pelo País devido às suas dimensões, acentuadas pela pandemia, que aumentou a migração de serviços para o modo digital.

Marcos Pontes ressaltou quatro pontos da estratégia para a transformação digital no Brasil: infraestrutura, pesquisa, recursos humanos e regulação, além das ações do governo federal relativas a cada um desses pontos, como o uso do satélite SGDC, os programas Norte e Nordeste Conectados, o Plano Nacional de Internet das Coisas, o desenvolvimento da Inteligência Artificial, a pesquisa em blockchain e a computação quântica e em nuvem.

Apesar das intenções positivas para digitalizar cada vez mais rapidamente o Brasil, a segurança na internet ainda preocupa. Uma pesquisa recente da Trend Micro, enviada ao Cointelegraph, mostra que os órgãos governamentais brasileiros têm sido alvos frequentes de ataques cibernéticos. O setor vem recebendo um número de invasões três vezes maior do que outros segmentos do país.

Os dados mostram que os segmentos mais atingidos, em todo o mundo, em 2019 e 2020, foram os de manufatura, governo, educação e saúde, nesta ordem, sendo que estes quatro setores foram responsáveis por mais de 1 milhão, 463 mil detecções, só no ano passado.

No Brasil, o governo é o alvo principal dos cibercriminosos e o setor lidera o ranking nos últimos dois anos, com 40% dos ataques, em 2019, e 35,3% das ameaças bloqueadas em 2020, com mais do que o triplo de detecções em relação ao segundo colocado.

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