Na manhã desta quinta-feira (3), o mercado de criptomoedas sofria com retiradas líquidas ao movimentar US$ 2,11 trilhões (-1,5%) enquanto o Bitcoin (BTC) era trocado de mãos em torno de US$ 61 mil (+0,1%) com recuo acumulado semanal de 5,2%, dominância de mercado elevada a 57%, sentimento dos investidores em região de medo (36%) e as principais altcoins recuadas em até 30%, apesar da alta de dois dígitos percentuais de alguns tokens.
Em linhas gerais, era possível perceber que a aversão ao risco perdeu força ante o dia anterior apesar do patamar ainda alto. O que sucedia os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que completa um ano no próximo sábado (7) em clima de uma possível retaliação de Israel a um bombardeio de 180 mísseis lançados pelo Irã em resposta à ofensiva israelense contra o grupo libanês Hezbollah. No Conselho de Segurança das Nações Unidas quarta-feira (2), os Estados Unidos também alertaram o Irã, em caso de novo ataque contra o território israelense.
Enquanto mercados como o de criptomoedas sofriam pela pressão vendedora, os títulos do tesouro do governo estadunidense ganhavam força. Caso do Treasury de 10 anos, que fechou em alta de 0,69% enquanto o DXY, índice que mede a força do dólar americano, encerrou em 101,91 (+0,23%).
No mercado acionário, os índices S&P 500 e Nasdaq encerraram lateralizados em respectivos 5.709,54 (+0,014%) e 17.925,12 pontos (+0,08%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin recuaram em líquidos US$ 91,76 milhões enquanto os de Ethereum (ETH) avançaram em líquidos US$ 14,45 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.
Outro possível catalisador de volatilidade do mercado de criptomoedas acontece na próxima sexta-feira (4) com a divulgação do payroll, que são os dados do departamento do Trabalho dos EUA referentes ao número de folhas de pagamento não agrícolas no país. Na quarta, o relatório mensal de empregos ADP apontou para a criação de 143 mil empregos em setembro nos EUA, acima dos 125 mil esperados pelos analistas, número que pode inibir um corte mais agressivo na taxa básica de juros do Federal Reserve (Fed) no início de novembro e desfavorecer mercados como o de criptomoedas.
Entre as principais altcoins em capitalização de mercado, o APT valia US$ 8,41 (+9,5%), o FLR orbitava US$ 0,016 (+6,2%), o ENA era comprado por US$ 0,30 (+16,3%), o FTM estava precificado em US$ 0,61 (-13,6%), o SAGA representava US$ 2,30 (-14,2%), o ALT girava em torno de US$ 0,10 (-11,85), o DEGEN era comprado por US$ 0,0075 (-30,4%), o MOTHER representava US$ 0,084 (-18,9%) e o DIA se convertia em US$ 0,65 (-19,5%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o AXL era trocado de mãos por US$ 0,65 (+12,6%), o SPX era negociado por US$ 0,21 (+41,7%), o SUN atingia US$ 0,018 (+11,1%), o SHIBTC valia US$ 0,56 (+13%), o FB estava quantificado em US$ 9,12 (+27,2%) e o GOG estava cotado a US$ 0,040 (+15,2%).
Entre as novas listagens em excganges de criptomoedas estavam MANYU e HIPPO na CoinEx, LAY3R na Gate.io, NEIRO na OKX Futuros, ZETA e XSGD na Bitstamp, YGG, EIGEN, CREAM, NEON, ERN e PROM e SUN na Indodax.
No dia anterior, uma altcoin no radar da Coinbase disparou 150% em dia de pressão sobre o Bitcoin após novo ataque do Irã contra Israel, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.