Apesar de fortes oscilações intradiárias, o mercado de criptomoedas recuperava o market cap de US$ 2,11 trilhões (+0,4%) na manhã desta terça-feira (9), quando o Bitcoin (BTC) era transferido em torno de US$ 57,2 mil (0,2%), dominância de mercado a 53,6%, sentimento dos investidores na zona do medo (36%) e a maior parte das principais altcoins em capitalização de mercado no vermelho, apesar de algumas altas de dois dígitos percentuais.
O recuo de preços, que fez o Bitcoin esbarrar no suporte de US$ 55 mil no dia anterior, coincidia com novas informações de movimentos massivos de Bitcoin por uma carteira atribuída ao governo alemão, segundo dados da plataforma de inteligência Arkham.
Por outro lado, o cenário macroeconômico não dava sinais de FUD (medo, incerteza e dúvida na sigla em inglês) dos capitalistas de risco, que são associados a mercados como o de criptomoedas. Tanto que os fundos negociados em bolsa (ETFs) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin mantiveram entradas líquidas, a um volume de US$ 294,9 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.
Historicamente correlacionados ao mercado de criptomoedas, os índices S&P 500 e Nasdaq, mais uma vez favorecidos pela valorização dos papéis de grandes empresas de tecnologia, avançaram respectivamente a 5.572,85 (+0,10%) e 18.402,34 pontos (+0,27%).
Na região positiva das principais altcoins em capitalização de mercado, o EGLD se convertia em US$ 36,98 (+8,8%), o TAO se equiparava a US$ 249,53 (+7,8%), o SAFE era negociado por US$ 1,45% e o TIA orbitava US$ 6,40 (+4,9%). Pelo contrário, o NOT era transferido por US$ 0,015 (-7,6%), o AVAX pareava US$ 25,65 (-4,8%), o RNDR valia US$ 6,42 (-4,4%) e o LDO estava precificado em US$ 1,60 (-4%).
No grupo das altcoins em alta de dois dígitos percentuais o BONK estava cotado a US$ 0,000026 (+11,8%), o ZEN estava precificado em US$ 10,24 (+24,4%), o APU se transformava em US$ 0,00041 (+12,2%), o MOBILE se comparava a US$ 0,0015 (+12,2%), o PCI era vendido por US$ 0,093 (+16,4%) e o AL se traduzia em US$ 0,14 (+29,1%).
Chamava a atenção o CQT, negociado por US$ 0,16 (+25%) e com um pico de preço de 30% nas últimas horas.
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Gráfico de 24 horas do par CQT/USD. Fonte: CoinMarketCap
Pela página oficial do projeto no X, a alta do token token da plataforma agregadora de dados de blockchains Covalent coincidia com o início de uma votação proposta pelos desenvolvedores do projeto de substituir o CQT por um novo token, o CXT, voltado à governança da Covalent, que planeja fornecer infraestrutura de dados modular para inteligência artificial (IA) e dados de longo prazo.
1/ The moment you’ve all been waiting for: DAY ZERO of The New Dawn is upon us 🌅
— Covalent (@Covalent_HQ) July 8, 2024
🚨 We're excited to announce a Governance Proposal for a crucial transition from Covalent Network’s existing token, CQT, to CXT. This is the most significant step of our journey thus far and marks…
Outro destaque era a memecoin da rede Base BRETT, novo alvo de Ronaldinho Gaúcho, transferida por US$ 0,12 (+7%), com um pico de preço 30% nas últimas horas e alta acumulada anual de 235%. Nesse caso, a alta coincidia com o anúncio da exchange de criptomoedas sul-coreana Bithumb de listagem do BRETT e do token da rede de conhecimento zero (zkEVM) de camada 2 (L2) baseada em Ethereum Taiko (TAIKO), que era transferido por US$ 2,21 (+3,2%).
Entre outras novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam GPU e SKR na CoinEx, SPIKE na AscendEX, BECX na BitMart, DOP na Huobi, LQTY na Biconomy, LISTA, FIS e IO na Bitvavo, MAG na Bitrue e LSETH na LBank.
No dia anterior, quatro criptomoedas derreteram até 40% com anúncio de deslistagem da Binance enquanto o Bitcoin lutava pelo suporte de US$ 57 mil, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.