Membro da Unick Forex teria movimentado R$ 1 biilhão através da Urpay; paradeiro do dinheiro é desconhecido

Só um dos membros do esquema da Unick Forex, Paulo Sérgio Kroeff, preso pela Polícia Federal em Porto Alegre com outros integrantes do grupo, teria movimentado R$ 1 bilhão através da plataforma de pagamentos Urpay. O destino do dinheiro é desconhecido. A informação consta em uma decisão do TRF-4 desta segunda-feira, 6 de janeiro.

Segundo a decisão do TRF-4, que nega a revogação de prisão preventiva contra Kroeff, ele teria movimentado o montante bilionário da suposta pirâmide de Bitcoin sem deixar pistas até agora sobre o paradeiro do dinheiro.

O texto da decisão diz que ele usou a Urpay para movimentar recursos da Gonden Stripe Corp, dona da Unick Forex, mas apenas uma pequena porcentagem foi encontrada na conta:

“Ademais, nos Embargos do Acusado (…), a Urpay Tecnologia em Participações Ltda. afirmou ter identificado, em sua plataforma de contas digitais, que a Gonden Stripe Corp movimentou mais de 1 bilhão de reais na conta de sua titularidade. Ainda segundo a Urpay Tecnologia em Participações Ltda., na data da ordem judicial de bloqueio, o saldo dessa conta digital era de apenas R$ 3.948.509,38. Ou seja, não se sabe o paradeiro dos recursos debitados”.

Segundo investigação da PF, Kroeff era responsável pela compra, estabelecimento e naciionalização das empresas da Unick, no Brasil e no exterior.

Além disso, a Justiça diz que ele teria usado a Urpay para esconder recursos das autoridades brasileiras:

“Isso revela não apenas o intento deliberado do investigado, representante da Golden Stripe Corp, de movimentar recursos no Brasil de forma clandestina, longe do alcance das autoridades nacionais, como sugere a alta probabilidade de que existem outros ativos de origem duvidosa igualmente ocultados dos órgãos de persecução.”

Como noticiou o Cointelegraph Brasil, a Urpay anunciou em dezembro de 2019 a venda de seu serviço de carteiras com mais de 2 milhões de usuários.