Considerada por uma margem muito grande o maior golpe da história das criptomoedas, deixando no 'chinelo' supostos esquemas brasileiros como MinerWorld, Unick Forex, Indeal, Investimento Bitcoin, TraderGroup e outros, a Plustoken, um golpe chinês, teria arrecadado, segundo estimativas feitas pelo Cointelegraph, cerca de 201 mil bitcoins além de 10 milhões de Ethereum, 26 milhões de EOS, soma que passa de R$ 11 bilhões.

O PlusToken foi um golpe, ocorrido em 2018 e que se fazia passar por uma “carteira de criptomoeda” baseada na Coréia do Sul que prometia recompensar os usuários por deixarem seus criptoativos 'parados' e custodiados na plataforma. As recompensas aos usuários seriam pagas mediante diversas operações, como um suposto esquema de mineração além de 'prêmios' por indicação.

A 'carteira' prometia rendimentos entre 6 e 18% que eram pagos com um token próprio chamado Plus que, por sua vez, chegou a ser negociado publicamente em diversas bolsas chinesas populares e obteve uma avaliação de US $ 17 bilhões. Com uma alta histórica de US$ 340 por token, isso o tornaria o terceiro maior ativo do CoinMarketCap se ele estivesse listado.

No aplicativo também era possível 'converter' instantaneamente, ienes chineses em bitcoin, ethereum, eos, doge, litecoin e outras altcoins, que por sua vez, poderiam ser convertidos no token PLUS.

O PlusToken e sua 'carteira' de criptomoedas teria 'armazenado' fundos de até 4 milhões de usuários em toda a China e diversas regiões da Asia (além de Rússia, Ucrânia, Alemanha e Canadá).  O 'golpe' teria começado em 2018, sendo divulgado em grupos no WeChat.

No entanto o 'golpe' ganhou proporções impressionantes e atingiu investidores típicos de criptomoedas, mas também pessoas que nunca tinham ouvido falar em criptoativos mas que foram seduzidas por promessas de lucro fácil, reuniões, sessões de treinamento e até anúncios em redes de supermercados em toda a China.

Em junho de 2019, o Departamento de Segurança Pública Municipal de Yancheng, na China, confirmou que prendeu 6 pessoas acusadas de serem os operadores da PlusToken, eles estavam na ilha de Vanuatu, no Pacífico.

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No entanto a principal 'mente' do Golpe seria um Russo conhecido como "Leo" e um sul-coreano que usava o nome de "Kim Jung Un", ambos soltos e cujo paradeiro é desconhecido. Eles teriam sido os responsáveis pela venda massiva de Bitcoins ocorrida em agosto de 2019 que teve a frase "Desculpe, tivemos que sair" anexada em uma das transações.

“Muitos de seus endereços BTC são iniciados com P2SH, que normalmente são usados ​​para assinantes multi-sig, muito provavelmente algumas pessoas que possuem as chaves não foram presas, portanto a polícia não pode desbloquear a carteira", disseram pesquisadores da Peckshield, confirmando as suspeitas de que "Leo" e "Un" permanecem soltos.

Estimativas apontam que a empresa tenha arrecadado até 10 milhões de ETH que segundo a Elementus estaria distribuído em cerca de 100 endereços e depois de diversas transações envolvendo Huobi, Gate.io, Upbit, OkeX, ZB.com e outras exchanges teria sido 'distribuído' em 248 mil endereços. Já no caso de EOS seriam cerca de 26 milhões de EOS, além de XRP e DOGE que ainda não há informações sobre o valores.

Porém o maior valor arrecadado seria em Bitcoin, no qual a PlusToken teria arrecadado mais de 201 mil bitcoins, segundo a PeckShield, especializada no monitoramento de transações de bitcoins.

31odn4bxF2TgM4pD7m4hdSr1vGMsjh9ugV com 68,562.66509067 BTC;
33FKcwFhFBKWHh46Ksmxs3QBu8HV7h8QdF com 37,922.91030193 BTC
14BWH6GmVoL5nTwbVxQJKJDtzv4y5EbTVm com 95,228.48288835 BTC

Os Bitcoins por sua vez também teriam passado por exchanges e após multiplos envios, para diferentes endereços sempre ligados a pirâmide a PeckShield encontrou uma transação interessantes, que está na última figura, acompanhada da frase "Sorry we have run"

Na análise mais recente sobre os movimentos do golpe, os supostos operadores que ainda permanecem livres, teriam usado carteiras como Wasabi, Samourai Wallet e mixadores de endereços de Bitcoin em busca de 'apagar' vestígios do movimento dos BTCs e com a finalidade de 'trocar' estes recursos na Huobi.

Até o momento ninguém sabe ao certo quantas criptomoedas a Plustoken conseguiu arrecadar e nem o paradeiro dos operadores do esquema que estariam movimentando os ativos. As autoridades na China mantém presos os 6 operadores presos na ilha e vem colhendo depoimento deles, mas não divulgou ainda nenhuma informação.

Como noticiou o Cointelegraph, as transações da Plustoken teriam sido responsáveis pela 'queda' no preço do BTC em agosto, por movimentarem algo em torno de 63 mil bitcoins naquele momento.

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