A startup brasileira Lumx, focada em soluções em blockchain como APIs para carteiras inteligentes, tokenização e orquestração de transações, anunciou esta semana uma parceria com a fintech BlindPay, focada em pagamentos internacionais baseados em stablecoins, serviço que passa a estar disponível a empresas no Brasil.

Segundo a Lumx, esse novo ecossistema de pagamentos atende a essas necessidades ao permitir a integração de carteiras digitais e operações de entrada/saída em uma única plataforma. 

Pela parceria, a Lumx fornecerá a infraestrutura das carteiras digitais enquanto a BlindPay fará os serviços on-ramps e off-ramps, que representam a conversão de moedas fiduciárias (fiat) em stablecoins no país de origem e o caminho inverso no país de destino, de acordo com o câmbio.

Na avaliação da Lumx, a utilização da tecnologia blockchain pode favorecer as transações em diversas frentes. Entre elas a redução de custos operacionais em até 70%, escalabilidade global e tempo de transação (time-to-market) mais rápido, em até 80%.

A empresa acrescentou que a tecnologia capacita as empresas a gerenciar transações, desde remessas e folha de pagamento até pagamentos a fornecedores em várias moedas, utilizando stablecoins para aumentar a eficiência e a economia de custos. 

“Fornecer acesso direto a stablecoins e moedas locais em uma única plataforma é uma conquista notável. Nossa parceria com a BlindPay combina a expertise da Lumx em infraestrutura de carteiras digitais com a tecnologia de stablecoin da BlindPay, permitindo que as empresas façam pagamentos internacionais com facilidade e eficiência”,disse o co-CEO da Lumx, Caio Barbosa.

Para o CEO da BlindPay, Bernardo Simonassi, “a próxima geração de empresas orientadas a pagamentos se beneficiará de uma infraestrutura que seja mais transparente, mais rápida e mais econômica através do uso de blockchain e stablecoins”.

“Ao unir a expertise da Lumx em infraestrutura de carteira digital com a tecnologia inovadora da BlindPay para transações internacionais, estamos oferecendo uma solução completa e integrada para empresas que buscam otimizar seus fluxos de pagamento”, emendou.

Quem também está de olho nesse setor é a Transfero, emissora do BRZ, maior stablecoin lastrada ao real. Ao Cointelegraph Brasil, a CRO da empresa, Juliana Felippe, revelou que, em 2025, a Transfero planeja expandir suas operações no mercado global de criptomoedas, infraestrutura baseada em blockchain e soluções de pagamento.