O Bitcoin, a principal criptomoeda do mercado, tem inspirado grandes empresas no Brasil a desenvolver programas para melhorar o rendimento de seus funcionários, contudo, não o rendimento de seus investimentos, mas o rendimento dos colaboradores no trabalho.
Essa é proposta da Stefanini, uma das maiores empresas de criação de software do Brasil e que desenvolveu, inspirado no BTC, uma moeda digital e uma plataforma de gamificação que ajuda os novos colaboradores a se adaptarem à rotina da empresa e melhorar seu rendimento no emprego.
A plataforma, segundo o Valor, ganhou relevância na gestão dos funcionários da empresa durante a pandemia do coronavírus e que obrigou a implementação do home office.
“No nosso plano de manter apenas 50% do contingente frequentando os escritórios, de cada 400 novos contratados por mês, 150 já estão dentro deste programa”, revelou ao Valor, Rodrigo Pádua, VP global de gente e cultura.
Stefcoins
Segundo Pádua a plataforma promove interações e treinamentos entre todos - motivando a participação por meio de rankings, competições e reconhecimentos. Cada interação pode levar o funcionário a ganhar “stefcoins”, uma moeda virtual que a empresa criou inspirada no bitcoin.
No entanto, as stefcoins, diferente do Bitcoin, não podem ser negociadas ou convertidas em outras criptomoedas mas podem ser trocadas por mochilas para notebook, itens personalizados com a marca da empresa ou por benefícios de empresas parceiras.
“A ideia de usar gamificação para treinamento, seleção e integração é cultivar o senso de pertencimento. Até porque ninguém aguenta o módulo tradicional de uma hora de treinamento”, disse.
Ainda segundo a reportagem a gamificação com moedas digitais tem empolgado os funcionários como é o caso de Guilherme Sester, UX designer sênior, um dos melhores ranqueados na plataforma.
Sester destaca que não basta criar uma trilha de aprendizado de apenas uma via, ou seja, onde só a empresa acaba se beneficiando.
“Mas não basta criar um processo de gamificação, é preciso pensar em como vou bonificar as pessoas, qual é o objetivo de criar jogos e rankings e como alinho tudo isso à minha cultura. É assim que as pessoas comprarão a ideia”, disse.
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