A Justiça de São Paulo determinou uma busca por criptomoedas em quatro exchanges brasileiras, em ação movida pelo banco Itaú para cobrar uma dívida de R$ 787.000 do jornal Diário de S. Paulo, que decretou falência em 2018. A notícia é do BeInCrypto.
Segundo a matéria, pelo o menos um dos sócios do jornal, Mario Florêncio Cuesta, possui ativos em criptomoedas, o que levou ao pedido judicial por buscas por ativos dele nas exchanges Mercado Bitcoin, Bitcoin Trade e até mesmo na extinta Xdex.
Segundo a ação do Itaú, Cuesta era um dos donos do Diário de S. Paulo até a compra da massa falida do jornal pelo empresário Kleber Moreira - por um valor simbólico - em 2019.
Na época da falência, os sócios do Diário tentaram comprar os jornais O Dia e Meia Hora, mas pouco depois pediram falência, alegando "confusão societária, patrimonial e gerencial".
O valor total da ação é de R$ 787.334,26. Além das exchanges, que devem informar se Cuesta possui criptomoedas sob custódia das empresas, o juiz Carlos Eduardo D'Elia Salvatori também notificou o banco digital Nubank.
Caso encontrem saldo de Cuesta sob sua custódia, eles deverão ser bloqueados pela Justiça, que também pode acrescer juros e correção monetária à decisão final, já que a dívida é de 2017.
Como noticiou o Cointelegraph Brasil, o Itaú trava uma guerra direta com a exchanges brasileiras, bloqueando uma série de contas das empresas de criptomoedas junto ao banco sem aviso prévio.
Além disso, o banco busca também bloquear criptomoedas de clientes com dívidas junto às exchanges, tentando bloquear mais R$ 861.000 em outras ações.
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