A agência reguladora financeira do Japão, a Agência de Serviços Financeiros (ASF), emitiu uma ordem de melhoria de negócios para a Fisco, empresa de investimentos japonesa e operadora da exchange cripto Zaif.
De acordo com o Cointelegraph Japão, a ASF identificou falhas nos sistemas de controle interno da Fisco - como medidas antilavagem de dinheiro - e considerou-a insuficiente para cumprir as leis e regulamentações locais.
Como publicado anteriormente, a Fisco assumiu o controle da exchange japonesa Zaif no outono de 2018, logo após a plataforma ter sido hackeada em aproximadamente US$ 59,7 milhões.
A ação da ASF teria sido tomada de acordo com as disposições da Lei do país sobre a liquidação de fundos.
O regulador disse que a administração da Fisco não reconheceu a importância da conformidade legal e ordenou que ela melhorasse os sistemas de gerenciamento de risco. Ela deve também estabelecer uma gestão interna mais robusta, terceirização, contabilidade e auditoria.
Além disso, a ASF identificou falhas nos sistemas de verificação de clientes da plataforma, observando que:
“Na seção onde os usuários podem inserir informações de verificação de identidade, eles podem selecionar 'outro' se não for possível verificar sua ocupação ou o propósito da transação. Quando 'outro' é selecionado, a conta pode ser aberta sem inserir nada.
Como relata o Cointelegraph Japão, foram concluídas doze das dezenove inspeções presenciais da ASF nos negócios de exchange cripto registrados. Dos sete restantes, até quatro ainda não foram lançados. Os restantes aguardam um inquérito do regulador.
Em abril deste ano, o Cointelegraph citou relatos não confirmados de que a ASF havia conduzido investigações tanto na Fisco quanto na Huobi Japan - a versão local da exchange Huobi, com origem na China - para verificar a proteção ao cliente e a conformidade legal.
Em maio deste ano, a Câmara dos Deputados do Japão aprovou oficialmente uma nova lei para alterar as leis nacionais que regem a regulation de cripto - especificamente a Lei de Liquidação de Fundos e a Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio.
Os atos revisados destinados a proteger os usuários por meio da regulamentação do comércio de derivativos cripto e do aperfeiçoamento dos padrões de segurança cambial devem entrar em vigor em abril de 2020.