Justiça ordena que exchanges brasileiras forneçam dados sobre suspeitos presos em caso de 'Hackers da Lava Jato'

Desdobramentos da "Operação Spoofing" da Polícia Federal, que prendeu nesta terça-feira (23) quatro suspeitos de hackear autoridades envolvidas na operação Lava Jato, revelam que pelo menos um dos presos utilizava Bitcoin e criptomoedas regularmente. Um Juiz envolvido no caso, inclusive, solicitou dados às principais exchanges do país.

Em matéria publicada no site “G1”, o advogado de um dos suspeitos afirma que as origens dos recursos financeiros do seu cliente vêm de seu trabalho como DJ e como “negociante de Bitcoins”.

"O Gustavo é DJ e, segundo ele, estava operando compra e venda de Bitcoin. Ele inclusive me autorizou a dizer isso por que tenho como comprovar a origem do dinheiro que tem na minha casa", afirmou.

Já o site “O Antagonista” repercute a decisão do Juiz Vallisney de Souza, da décima vara criminal do Distrito Federal, que solicitou que três exchanges brasileiras - Foxbit, Braziliex e Mercado Bitcoin - revelem quaisquer dados de movimentação com Bitcoin por parte dos suspeitos desde janeiro de 2018.

Vallisney também ordenou que o Banco Central seja oficiado para prestar informações e determinou uma "pesquisa no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS) com o intuito de comunicar exclusivamente às instituições financeiras com as quais os investigados têm ou tiveram relacionamentos no período do afastamento do sigilo bancário, acelerando, assim, a obtenção dos dados junto a tais entidades".

A decisão com relação às exchanges ganha relevância porque teorias divulgadas pelos filhos do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, falavam sobre a utilização de criptomoedas para o pagamento dos crimes cometidos pelos hackers.