Jornal da Globo: Grupo Bitcoin Banco é acusado de enganar pessoas e não tem prazo para pagar ninguém

O Jornal da Globo, um dos principais programas jornalísticos da Rede Globo de televisão, destacou em uma reportagem publicada na noite de  26 de agosto, que o Grupo Bitcoin Banco é "acusado de enganar seus clientes" e que a empresa "Não tem prazo para pagar ninguém".

"A Polícia Civil do Paraná informou que as investigações correm sob sigilo. No estado do Paraná há pelo menos 100 ações na esfera cívil de pessoas que dizem que não estão conseguindo de volta o dinheiro que aplicaram e nem os lucors que obtiverm com a comercialização de criptomoedas", diz a  reportagem da Globo

A reportagem, de pouco mais de 2 minutos, contou um pouco do drama que vivem os clientes do Grupo Bitcoin Banco, que, em busca da "arbitragem infinita", enviaram seus bitcoins para as plataformas da empresa NegocieCoins e TemBTC para fazer operações de trade.

No entanto, como vem reportando o Cointelegraph, desde pelo menos maio de 2019, clientes tem relatado problemas para fazer saques nas plataformas e vem amargando prazos e promessas não honradas.

A reportagem da Rede Globo, ouviu dois clientes, William Muci Neto e Gustavo Guedes, este último fez depósitos no GBB mesmo depois do inicio dos problemas, "Eu investi este dinheiro em julho deste ano e até o momento não consegui executar nenhuma ordem de saque” disse,

Já Neto, destacou para a reportagem da Globo que depois de ouvir alguns amigos que "se deram bem", resolveu ivnestir em Bitcoin. De olho em retornos que seriam de 6 a 10% ao dia foi para a internet e apreendeu a negociar moedas digitias nas platafomras do GBB.

"De 15 vi meu dinheiro virar 30", disse a reportagem afirmando que aplicou mais de R$ 100 mil, esperando um lucro estraordinário e que agora não consegue resgatar seu dinheiro. Toda vez que pretende fazer um saque se depara com a informação "Temporaraimente proibido de realizar retirada", estampa  a tela quando faz login na NegocieCoins. "E isso não foi só comigo começei a conversar com outros investidores e todo mundo começou a passar pelo mesmo tipo de situação", disse Neto.

A Globo detacou também a operação de busca e apreensão realizada na empresa, ocorrida em 20 de agosto, referente ao processo  0018020-54.2019.8.16.0001 que estipula o valor da causa em R$ 1.445.388,01 e levou a Polícia até a sede do GBB para apreender 25 Bitcoins.

O GBB, por sua vez, afirmou a Globo o que vem dizendo à imprensa desde que os problemas começaram,

"No dia 24 de maio, a empresa informou a descoberta de uma ação criminosa pela qual, valendo-se de uma brecha na plataforma das exchanges do GBB, um grupo de clientes duplicou os saldos de suas contas e efetuou saques indevidos, de dinheiro que não existia, num golpe calculado em R$ 50 milhões. Desde então, um conjunto de ações foi adotado para superar os efeitos da fraude e regularizar o pagamento dos saques solicitados"

No entanto, Jorge Luiz Nazario, diretor Juridico do GBB, segundo a reportagem, não sabe dizer quando os clientes vão receber os valores presos nas plataforma e afirmou

“Tem que haver esta disponibilidade [ressarcir clientes] mas tem que ser na medida da conclusão do relatório de auditagem. Assim no momento que tiver esta conclusão o saque vai ser liberado aos clientes. O compromisso assumido pelo GBB vai ser honrado”, disse.

Como reportou o Cointelegraph, de acordo com uma nova decisão um juiz autorizou um bloqueio de R$ 700 mil nas contas das empresas ligados ao GBB. O pedido de bloqueio judicial foi feito por um cliente que não conseguiu regastar os valores custodiados na plataforma. O bloqueio foi determinado em "ledgers/token/pendrive" pertencentes ao GBB e que possam conter criptoativos.

Na decisão o juiz alega que há grave risco de que os clientes não recebam os valores creditados na plataforma tendo em vista as informaçãoes apresentadas no proceso.