URGENTE: Polícia Militar cumpre mandado de busca e apreensão de Bitcoin e criptomoedas na sede do Bitcoin Banco

Está história está sendo atualizada em tempo real, na medida em que novas informações são compartilhadas pela reportagem do Cointelegraph Brasil presente no local.

A Polícia Militar (PM) do Estado do Paraná está neste momento, às 11h, do dia 20 de agosto, na sede do Grupo Bitcoin Banco cumprindo um mandado de busca e apreensão das criptomoedas do GBB, segundo informações da própria PM.

A reportagem do Cointelegraph está no local e vai acompanhar o caso. A apreensão faz parte do processo 0018020-54.2019.8.16.0001 no qual o Poder Judiciário do Paraná, determinou a ação policial.  A sede do Bitcoin Banco fica no Centro de Curitiba.

A afiliada da Rede Globo de Curitiba, a RPC também está no local.

O processo foi aberto por dois clientes do GBB, Jaqueline Bresolin e Michele Borghetti Furlan, que estipularam o valor da causa em R$ 1.445.388,01.

No total mais de 10 políciais e 4 viaturas estão na ação. Segundo informações, ainda não confirmadas, as autoridades buscam a apreensão de 25 Bitcoins.

"PROCEDA A BUSCA E APREENSÃO "DAS CRIPTOMOEDAS QUE HOJE SE ENCONTRAM RETIDAS NAS CARTEIRAS VIRTUAIS DAS AUTORAS NO MONTANTE E FORMA (BITCOINS) ESPECIFICADOS AO EV. 18.1, COM DEPÓSITO EM MÍDIA DIGITAL EM MÃOS DESTAS OU EFETIVAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA PARA CARTEIRA VIRTUAL QUE POSSUEM JUNTO À EXCHANGE DENOMINADA e  em mãos do(a) autor(a), que ficará FLOWBTC CONSOANTE DISCRIMINAÇÃO DE EV. 1.20 " DEPÓSITO na condição de fiel depositário. Efetivada a medida,  a parte demandada para, querendo, CITE-SE apresentar , ficando ciente de que poderá pagar adefesa, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de revelia integralidade da dívida pendente, no prazo de 05 (cinco) dias, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial, hipótese em que o bem lhe será restituído livre de ônus, na forma do art. 3°, §2°, do Decreto-Lei n° 911/69."

A ação foi determinada e caso não seja cumprida o Grupo Bitcoin Banco pode ser condenado a pagar uma multa de R$ 1 milhão de reais por dia. Também foi nomeado um interventor judial para escoltar os políciais.

"A majoração da multa por descumprimento para R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), eis que a cifra inicialmente fixada não foi capaz de causar, nas Requeridas, receio pelo descumprimento, caso a medida não seja cumprida em 24h; b) A nomeação de Interventor Judicial da confiança deste Juízo, para que, escoltado por oficial de justiça com mandado que autorize o ingresso nas sedes das empresas Requeridas e o pleno acesso aos sistemas internos destas, bem como por força policial, cumpra a ordem exarada por este Juízo, a fim de transferir as bitcoins existentes nas carteiras virtuais das Autoras junto às plataformas das Requeridas para plataforma diversa. c) A fim de assistir o interventor nomeado, requerem a indicação do Sr. Vagner Bisi Franklin do Prado, como assistente, eis que possui este conhecimento técnico de sistemas similares aos utilizados pelas Requeridas"

O advogado do Grupo Bitcoin Banco, Jorge Fayad, conversou com nossa reportagem e disse que a ação policial foi desproporcional. "Foi usada uma força excessiva na operação". As pessoas envolvidas na ação estão junto com pessoas do GBB negociando os detalhes dos pedidos da ação. Fayad também disse que confia no reestabelecimento da situação do Grupo Bitcoin Banco como um todo.

Como reportou o Cointelegraph, em uma ação judicial, aberta por um cliente do Grupo Bitcoin Banco, com saques atrasados na plataforma, a justiça determinou o bloqueio de bens pessoais de Cláudio Oliveira, controlador do GBB, segundo reportagem do jornal Valor, publidada hoje, 19 de agosto.

De acordo com a reportagem, o novo bloqueio judicial, foi até a casa e a chácara do empresário e visava itens pessoais como obras de arte, jóias, quadros, relógios e até sapados da marca Louboutin, pertecentes a Oliveira e sua esposa.

"O dono do GBB foi alvo de ação de sequestro de bens, que alcançou sua casa e sua chácara, devido a uma decisão obtida no Judiciário pelo advogado Gustavo Bonini Guedes, em busca de obras de arte, quadros, relógios e joias. Os oficiais de Justiça estavam prontos para levar os bens pessoais de valor que encontrassem, inclusive calçados da refinada grife francesa. Como o Valor apurou, eles chegaram a ser empacotados, mas não foram removidos da casa após nova promessa de quitação dos débitos nesta segunda"