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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

Investidores conseguem bloquear valores e até receber seu investimento de volta em processos contra a Atlas Quantum

Depois de processar Atlas Quantum, investidores conseguem reaver valores investidos na empresa com ajuda da justiça

Investidores conseguem bloquear valores e até receber seu investimento de volta em processos contra a Atlas Quantum
Notícias

Investidores que têm procurado a justiça em busca de reaver os valores investidos na Atlas Quantum estão conseguido êxito em suas solicitações.

Em pelo menos 3 casos encaminhados ao Cointelegraph, clientes da plataforma conseguiram, via justiça, bloquear valores em contas bancárias vinculadas a empresa

Em uma das ações abertas no Rio Grande do Sul, o processo já foi tramitado e julgado e o cliente inclusive já recebeu os valores em sua conta bancária, incluindo o valor de uma multa aplicada pela Justiça.

“Com muito empenho conseguimos bloquear valores em nome de pessoas ligadas a Atlas Quantum. Graças ao sucesso nestes bloqueios um dos clientes já teve até os valores depositados em sua conta bancária. Vamos fazer o que for possível, judicialmente, para recuperar os investimentos dos clientes”, disse o Dr. Eduardo Carpenedo, responsável pelos processos no escritório Carpenedo Advogados, com sede no Rio Grande do Sul.

Offshore no Uruguai

Recentemente, por meio destas investigações foi descoberto uma offshore de Rodrigo Marques no Uruguai

Contudo, para não prejudicar as investigações, tendo em vista que o documento foi encaminhado para o Ministério Público, o nome da empresa não será revelado.

O desenho da atuação da empresa no Uruguai começou a ser feito em 2018, quando a Atlas iniciou um planejamento de expansão internacional.

A Atlas planejava oferecer seu suposto serviço de arbitragem de Bitcoin em outros países (como de fato ocorreu na Argentina) e também planeja outros produtos baseados em blockchain.

A empresa foi constituída em fevereiro de 2019 e teve uma alteração em junho daquele ano.

A companhia iria atuar como holding da Atlas, agrupando todas as outras iniciativas do grupo.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o Uruguai tem uma tributação diferente para empresas que não atuam no país e somente abrem escritório na nação.

Desta forma, uma empresa aberta lá, mas que não opera no Uruguai possui uma tributação diferente e que incentiva a constituição de holdings no país.

Ainda segundo a fonte o desenho da operação era para que todas as empresas do grupo ficariam subordinadas societariamente a holding.

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