O Grupo Bitcoin Banco, que entrou em recuperação judicial depois de grave crise financeira que se arrastou durante quase o ano de 2019, deve R$ 507 milhões a 6.445 credores.
A informação é revelada pelo relatório inicial da recuperação judicial do GBB, administrada pela consultoria EXM Partners, entregue à 1a. Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba e reproduzida pelo UOL nesta segunda-feira, 27 de janeiro.
Entre os credores que tentam receber do Bitcoin Banco, conglomerado de empresas de criptomoedas comandado pelo "rei do Bitcoin" Cláudio Oliveira, 90% são clientes das empresas do grupo.
Ao escritório Nelson Willians & Advogados Associados, um dos maiores do país e que atuou na defesa do GBB até recentemente, por exemplo, o GBB deve R$ 1,8 milhão. À gigante de tecnologia Amazon, que prestava serviços ao grupo, o conglomerado deve R$ 730 mil. O valor devido a ex-funcionários supera R$ 1 milhão.
Além das dívidas, o GBB também é investigado pelo Ministério Público Federal por fraude e lavagem de dinheiro. Ano passado, a PM do Paraná e oficiais de Justiça cumpriram uma série de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Claudio Oliveira.
Na semana passada, o Cointelegraph Brasil revelou que o pagamento dos credores deve ser em reais e não em Bitcoin.
Apesar da grave crise e a recuperação judical, algumas empresas do grupo ensaiaram uma volta ao mercado, com a exchange NegocieCoins anunciando que deve voltar a operar.