O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco) deflagrou na manhã desta quinta-feira (25), uma mega operação contra a LBLV, uma empresa acusada de pirâmide financeira que já teve o astro do futebol Ronaldinho Gaúcho como garaoto propaganda.

No total, participaram da operação 26 Promotores de Justiça, 42 servidores dos Ministérios Públicos, 20 Delegados de Polícia, 91 Agentes da Polícia Civil, 30 Policiais Militares, 02 Peritos e 09 Policiais Rodoviários Federais. 

A operação chamada "Black Monday" conta com agentes cumprindo 29 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão nos estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais.

Os investigados são acusados de crimes contra a economia popular, crimes contra relações de consumo e de lavagem de dinheiro.

LBLV

A Operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais, através da 8.ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre e do GAECO, e a Polícia Militar de Minas Gerais, em conjunção de esforços com o Ministério da Justiça, da Polícia Civil de Goiás, e dos Ministérios Públicos (GAECOS) dos Estados de Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Bahia, Alagoas, Goiás, Maranhão, Rondônia, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Segundo informações as empresas VLOM e LBLV, além de seus organizadores vêm sendo investigadas desde 2020. As empresas prometiam alta rentabilidade com Bitcoin por meio de supostas operações no mercado Forex e um esquema de Marketing Multinível.

Estima-se que, entre os anos de 2019 e 2020, o número de vítimas seja superior a 1.500 pessoas, as quais teriam perdido a quantia de, ao menos, R$ 60 milhões.

No caso da LBLV a Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) já havia suspendido oficialmente as atividades da empresa desde 2019 com o ato declaratório, 17.263, que decretou que a LBLV realiza operações ilegais no Brasil e, portanto, efetuava captação irregular de clientes.

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