Quatro bancos iranianos desenvolvem criptomoeda lastreada em ouro

Quatro bancos no Irã desenvolveram uma criptomoeda com lastro em ouro chamada PayMon, de acordo com publicação no site de notícias Financial Tribune do último dia 30 de janeiro. 

Segundo a notícia, o ativo foi desenvolvido em uma cooperação entre o Banco Parsiano, Banco Pasargad, Banco Melli Irã e o Banco Mellat. A exchange de criptomoedas Irã Fara Bourse, que opera no mercado de balcão (OTC, na sigla em inglês) listará a nova criptomoeda. 

O diretor da Kuknos, empresa de blockchain responsável pelo desenvolvimento técnico da nova cripto, disse que a criptomoeda é uma forma de tokenizar os ativos e propriedades em excesso dos bancos. Um bilhão de tokens PayMon serão lançados inicialmente, de acordo com a publicação.

Como informado recentemente pelo Cointelegraph, o Irã está negociando com a SuíçaÁfrica do SulFrança, Reino Unido, Rússia, Áustria, Alemanha e Bósnia a realização de transações financeiras com criptomoedas.

Rumores sugeriam que o Irã poderia lançar sua criptomoeda na conferência de Sistemas Eletrônicos de Bancos e Pagamentos, realizada na semana passada em Teerã, mas o anúncio não foi feito até o momento. Em julho de 2018, o país confirmou que criará sua própria criptomoeda para contornar as sanções dos Estados Unidos.

No final de janeiro deste ano, os legisladores iranianos afirmaram que o país poderia introduzir uma legislação para bloquear o uso de criptomoedas para pagamentos locais e impedir que os cidadãos tivessem participações significativas em criptos.

Em dezembro do ano passado, o Cointelegraph informou que Alireza Daliri, vice-presidente de desenvolvimento de gestão e recursos da vice-presidência de ciência e tecnologia, disse que  blockchain pode ajudar a melhorar a economia nacional do país.

Em um movimento semelhante, a Venezuela lançou em outubro do ano passado a criptomoeda Petro, lastreada em petróleo. No entanto, não está claro em quais exchanges a moeda é negociada atualmente e críticos do governo apontam que os campos de petróleo do país mostram sinais de pouca atividade.