Mark Karpeles, ex-CEO da Mt.Gox, atuará como CTO de nova venture blockchain japonesa

Mark Karpeles — ex-CEO da agora extinta exchange de Bitcoin (BTC) Mt. Gox — revelou que atuará como diretor de tecnologia de uma nova empresa de tecnologia blockchain registrada no Japão. A notícia foi divulgada pelo jornal japonês The Mainchi em 5 de junho.

Falando hoje no Clube de Correspondentes Estrangeiros do Japão, Karpeles teria declarado sua intenção de tornar o país um líder global em tecnologia de blockchain ao assumir seu novo papel como CTO da nova empresa com sede em Tóquio, a Tristan Technologies Co.

A Tristan Technologies supostamente planeja projetar um novo e seguro sistema operacional movido à blockchain que seria significativamente mais rápido do que outros sistemas atualmente em uso. Em seus comentários aos repórteres, Karpeles declarou:

"Meu amor pelo Japão não mudou. O Japão era uma superpotência da engenharia em termos de PCs, mas agora, pegando a (tecnologia de) nuvem como exemplo, são os EUA que dominam. Mas eu ainda acredito no potencial que o Japão tem e eu gostaria de desenvolvê-lo".

Como destaca o The Mainchi, Karpeles - cujo jornal caracteriza como um prodígio de computador com uma queda por mangás e jogos - mudou-se para o Japão em 2009, adquirindo o site de exchange de Bitcoin Mt.Gox em 2011.

No rescaldo do hack da Mt.Gox e seu subsequente colapso no início de 2014, Karpeles foi preso em 2015. O incidente muito divulgado levou à perda de 850.000 BTC, avaliados em aproximadamente em US$ 460 milhões à época.

De acordo com a reportagem do The Mainchi, Karpeles lançou seu novo empreendimento com a Tristan a partir do zero e afirmou sua crença no potencial da blockchain de inovar pagamentos sem dinheiro, soluções em nuvem e estabelecer o novo campo de contratos inteligentes. Porém, quando perguntado se ele próprio tinha alguma criptomoeda, ele disse que não, alegando que elas carregam altos riscos.

Como o Cointelegraph relatou em dezembro, Karpeles se declarou inocente das acusações dos promotores de supostamente desviar cerca de 340 milhões de ienes (cerca de US$ 3 milhões) da Mt.Gox e manipulando os registros da exchange para inflar seu saldo de caixa.

Em março, o ex-CEO foi absolvido de acusações de apropriação indébita, mas considerado culpado de adulteração de registros financeiros. Especificamente, ele foi acusado de ter combinado suas finanças pessoais com as da exchange, a fim de maquiar as perdas da plataforma para os hackers. Conforme relatado recentemente, o ex-CEO agora está apelindo de sua condenação.