Esta matéria foi atualizada em 24/6.
A fintech brasileira Cora recebeu uma autorização do Banco Central do Brasil para oferecer serviços de cartão de crédico e débito para pequenas e médias empresas (PMEs). A notícia é do Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Segundo a matéria, a fintech recebeu nesta semana uma licença do Bacen para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD), podendo lançar recursos de cartões de débito e crédito.
A Cora, informa a matéria, nasceu inspirada no PayPal, e os sócios são os fundadores do serviços de pagamentos online através da Moip.
Em 2016, a MoIp empresa foi comprada pela gigante de pagamentos europeia Wirecard, que nesta semana vive um grande escândalo financeiro, inclusive com a prisão de seu ex-CEO por fraude.
Depois da venda, Igor Senra e Leonardo Mendes, criaram a Cora em 2019, passaram a atuar no mercado de PMEs, com atendimento exclusivamente para pessoas jurídicas.
A Cora recebeu um aporte de US$ 10 milhões, liderado pelo fundo de investimentos KaszeK, que reúne fundadores do Mercado Livre e de fintechs como Creditas, Nubank e Warren.
Com os recursos, a fintech planeja desenvolver o produto de crédito e débito, "criando canais de aquisição para empreendedores". O app da Cora já possui conta digital, emissão de boletos, pagamento de contas e transferências.
Escândalo da Wirecard e o sumiço de € 1,8 bilhão
Uma das principais fintechs da Europa, a alemã Wirecard, que comprou a Cora em 2016, caiu em desgraça nesta semana com a admissão de que grande parte de sua receita divulgada nos últimos anos não tem base na realidade.
Segundo autoridades, a Wirecard maquiou os números de seus balanços e depois da exoneração do CEO admitiu, em investigação, que cerca de € 1,8 bilhão nunca existiram.
O ex-CEO da Wirecard, Marcus Braun, foi preso nesta terça-feira acusado de comandar a fraude da empresa, que já viu suas ações caírem 44% na segunda-feira.
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