Crítico declarado das criptomoedas e defensor da criação de uma moeda fiduciária única para os países da América Latina, o ex-prefeito da capital paulista e atual candidato a governador Fernando Haddad (PT-SP) mostrou-se crítico dos criptoativos.
Na última quarta-feira (3), o candidato ao governo de São Paulo participou da primeira rodada de sabatinas com os pré-candidatos ao governo do estado de São Paulo, evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A matéria é do Portal do Bitcoin.
A matéria diz que o petista, que também é Professor Doutor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), sugeriu que as criptomoedas contribuem para a desregulamentação do mercado financeiro que, segundo ele, foi o que causou a crise financeira de 2008.
No caso, o político comparou as criptomoedas com a bolha financeira oriunda da especulação imobiliária nos Estados Unidos, cuja elevação dos preços não aconteceu no ritmo do crescimento da renda da população.
“Eu não gosto nada dessa perspectiva, acho que vai dar muita confusão e causar muito problema ainda. Muito problema”, disse.
O pré-candidato, que em 2018 disputou a eleição presidencial e usou a blockchain para divulgar seu plano de governo, acrescentou que as raízes da crise de 2008 brotaram na década de 1990, quando ele escreveu um artigo prevendo a “maior crise financeira contemporânea.”
Se nada for feito, os países da América Latina perderão um a um a soberania sobre suas moedas. Os EUA desejam um euro sem UE, isto é, uma AL dolarizada com um muro nos separando do norte. O pior cenário. Só um Brasil insubmisso pode refrear essa tendência.https://t.co/pcCMpHJcOu
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) September 6, 2021
Haddad também voltou a criticar a adoção do Bitcoin (BTC) por El Salvador, que em setembro do ano passado reconheceu a criptomoeda como moeda legal no país, o que, segundo ele, pode “muitos problemas.” Na ocasião, Haddad criticou o país da América Central dizendo que “se nada for feito, países perderão soberania sobre suas moedas”, além de publicar uma foto em seu perfil no Twitter exibindo uma faixa de protesto que dizia: “Não queremos Bitcoin em El Salvador”, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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