Polícia Federal recorreu a própria carteira virtual para confiscar 1.500 BTCs da Unick Forex

A Operação Lamanai, comandada nesta semana pela Polícia Federal contra a empresa de investimentos Unick Forex, acusada de lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular, recorreu a uma conta em uma provedora de carteiras de criptomoedas para bloquear 1.500 Bitcoins encontrados com a empresa. A informação é do jornal regional O Diário da Encosta da Serra.

Segundo a matéria, o delegado Aldronei Rodrigues, responsável pelo caso, confirmou o uso de uma carteira virtual para reter os 1.500 BTCs espalhados por endereços encontrados com os donos da empresa.  

Os 1.500 BTCs equivalem a cerca de R$ 50 milhões. Não foi informado qual provedor internacional de carteiras foi usado pela PF na investigação.

Além dos endereços de BTC, os bens apreendidos contam ainda com caixas de sapato cheias de dinheiro e 48 automóveis de luxo. Segundo a investigação, os valores investidos por clientes eram convertidos em BTC e aplicados no mercado forex, prática proibida no país.

A operação envolveu 200 policiais e cumpriu 65 mandados de busca e apreensão em todo o Brasil, prendendo 10 envolvidos, entre eles o presidente da Unick Forex, Leidimar Lopes. Todos representavam o "núcleo criminoso" da Unick Forex, como definiu o chefe da operação na coletiva desta quinta-feira.

A Polícia ainda não divulgou um levantamento detalhado com todos os bens apreendidos na operação.

A PF revelou em entrevista coletiva nesta quinta-feira que a Unick Forex chegou a faturar 40 milhões por dia com investimentos, gerando um patrimônio avaliado em até R$ 9 bilhões, como noticiou o Cointelegraph Brasil.