O BTG Pactual, o maior banco de investimento da América Latina, entrou na 'briga' pela tokenização do Brasil e encaminhou para a Comissão de Valores Mobiliários, CVM, uma proposta de criação de um token que representa valores mobiliários.
Segundo informações exclusivas compartilhadas com o Cointelegraph por uma fonte da CVM, a proposta foi encaminhada dentro do sandbox regulatório da autarquia e será avaliada pela instituição.
Não foi possível identificar se a proposta do BTG se refere ao ReitBZ, token lançado em fevereiro de 2019 pelo banco e que é 'lastreado' em uma carteira de imóveis do grupo.
Os imóveis são recuperados geridos pela Enforce, empresa do Grupo BTG Pactual especializada na recuperação de créditos corporativos.
O token do BTG, emitido na blockchain do Tezos, atualmente, por conta das regras da CVM, não está sendo comercializado no Brasil e, desde sua criação, já realizou duas rodadas de distribuição de dividendos.
CVM
Porém não foi só o BTG que encaminhou propostas de tokenização para a CVM, ainda segundo a fonte, a autarquia recebeu um total de 32 solicitações diversas para o sandbox.
Entre elas, além de tokenização há propostas para crowdfundings de investimento; os fundos de investimento com ou sem tokenização; serviços de ações escriturais; securitização de direitos creditórios; classificação de risco de crédito; entre outras.
O prazo de inscrição das propostas foi encerrado e a CVM tem até o dia 30 de abril para selecionar sete propostas que então poderão ser oferecidas aos brasileiros por um prazo determinado e sob o acompanhamento da autarquia.
Segundo a fonte, em 3 de maio, os projetos selecionados já poderão ser comercializados.
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