O Filósofo libertário e anarcocapitalista, Paulo Kogos, falou sobre Bitcoin durante um podcast conduzido por Ricardo Roveran, no portal Terça Livre. No programa, Kogos destacou as potencialidades do Bitcoin e reforçou que o BTC pode ser usado como uma ferramenta contra a censura do estado e também pode ajudar no 'renascimento' de um comércio global sem o papel do estado, que, segundo ele, teria acontecido no passado com o ouro.
"Eu vejo no Bitcoin uma possibilidade de renascer o comércio global sem o estado, driblando por exemplo sanções que um país aplica sobre o outro (...) Eu acho isso saudável pois isso não só tira o poder do estado e dos bancos centrais, mas também tira o poder dos grandes blocos, da ONU, da comunidade internacional (...) o que é excelente porque nos afasta de um estado mundial e que as soberanias do países possa ser melhor defendidas", destacou.
Kogos também sugeriu que embora no Brasil seja obrigatório, pela Receita Federal, declarar a posse de criptomoedas ao regulador as pessoas não devem declarar seus Bitcoins aos organismos federais que tentam controlar as criptomoedas.
"Hoje existe alguns palhaços por ai, falando para declarar o Bitcoin (...) eu acho que é questão de tempo para o estado ter mais controle sobre as transações com Bitcoin (...) Bitcoin é uma ferramenta deflacionária que atua como uma reserva de valor e em vez de depender do banco central que absolutamente sempre acaba tirando o dinheiro das pessoas que poupam o bitcoin vai permitir que as pessoas salvem para si o valor de seu trabalho e aí possam fazer outras coisas no sentido de se libertarem", disse.
O libertário também destacou que é fã do ouro e que é um pouco pessimista sobre tudo que envolve inovação pois a tecnologia em si não pode mudar nada sem que o 'sentimento' das pessoas e da sociedade faça uso da tecnologia para causar a transformação social.
"Ricardo eu sou um pouco pessimista sobre tudo que envolve inovação (...) mas eu vejo o Bitcoin como uma ferramenta importante no curto prazo para driblar o governo (...) mas fica aqui um alerta com a romantização do bitcoin, ele não vai nos salvar da tirania do estado (...) agora eu não vejo no Bitcoin uma ferramenta que por si só pode nos ajudar, ele deveria ser explorado em suas potencialidades, mas com uma postura realista, uma postura de guerra (...) mas isso não é o fim e está longe de ser o fim e é isso que eu procuro fazer alguns libertários entender", disse.
Ainda no programa o filósofo destacou que não acredita que o Bitcoin possa acabar com os bancos e acha que isso não vai acontecer
"Eu não acho que isso vai acontecer e não acho isso necessário porque os bancos são setor importante da economia e as pessoas precisam dos bancos o que não pode acontecer é os bancos se tornarem instituições poderosas que possam controlar a política como acontece agora", afirmou.
Como noticiou o Cointelegraph, seguindo um pouco da linha de Kogos, Anthony Pompliano, da Morgan Creek Digital, destacou que o futuro não terá concorrência entre moedas digitais e não digitais, mas entre políticas monetárias, e disse que acredita que as pessoas escolherão o Bitcoin, já que é uma moeda que os governos não podem controlar.
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