Negociado em torno de US$ 3.286 (-0,4%) na manhã desta quarta-feira (22), o Ethereum (ETH) respondia por um market cap de US$ 395,7 bilhões. O montante equivalia a 11% do mercado cripto, apresentava recuo de 1,2% em dominância e se dissociava de concorrentes como Solana (SOL) e XRP, que avançaram dois dígitos percentuais em dezembro. Porém, análises apontam um longo prazo promissor para o ETH.

Em uma publicação no X dessa quarta, a Santiment observou que “os traders frustrados do Ethereum viram outras contrapartes de capitalização superior brilharem”.

“No mês passado, o market cap do ETH foi de -4,7%, enquanto o XRP (+36,9%) e o SOL (+32,2%) prosperaram”, completou a postagem.

O insight publicado pela plataforma de inteligência e monitoramento onchain, em sua abordagem a respeito do capote do ETH frente aos concorrentes, observou que “o desempenho ruim leva a um sentimento negativo, e outras vezes o sentimento negativo pode levar a um desempenho ruim (embora este último geralmente seja breve, porque os preços se movem na direção oposta às expectativas da multidão). 

A abordagem acrescentou que muitos investidores seguiram os passos do cofundador do Ethereum Vitalik Buterin, em vender periodicamente grandes quantidades de ETH. 

“Quando Vitalik vende ETH, algumas pessoas veem isso como um sinal de que ele pode não ter total confiança no futuro do Ethereum, o que pode fazer com que o preço do ETH caia enquanto outros seguem o exemplo. Embora Vitalik tenha defendido suas decisões, os críticos acham que essas vendas enviam mensagens confusas ao mercado”, explicou o insight da Santiment.

No mesmo diapasão, a Santiment enfatizou que essas vendas também se conectam a preocupações sobre a descentralização do Ethereum, que alguns argumentam que Vitalik e a Ethereum Foundation têm muito controle sobre o futuro da rede por causa de sua influência significativa e grandes participações em ETH e que a maior parte do ETH usado para proteger a rede é mantida por alguns grandes players, como Coinbase, Binance e Lido Finance, o que faz algumas pessoas se preocuparem com o poder estar muito concentrado. 

“Além disso, o Ethereum enfrentou críticas por seguir regras governamentais em certos casos, como bloquear algumas transações vinculadas ao Tornado Cash. Embora muitos acreditem que o Ethereum ainda seja mais descentralizado do que os sistemas tradicionais, essas questões fazem algumas pessoas questionarem se ele realmente opera sem controle central”, observou a Santiment.

A Santiment citou trechos de uma análise recente feita por Alexander Pack,  cofundador da empresa de investimento em criptomoedas Dragonfly Capital. Um deles, o de que “o Ethereum vem ficando atrás do Bitcoin e do Solana em crescimento durante este ciclo de mercado, e muitos acreditam que é porque o Ethereum decidiu dividir suas responsabilidades entre diferentes partes de seu sistema. Essa abordagem, chamada modularização, significa que o Ethereum depende de projetos separados para lidar com tarefas como processar transações e garantir a segurança”. 

“Embora isso tenha ajudado o Ethereum a expandir seu ecossistema, prejudicou o valor de seu token principal, o ETH, no curto prazo. As taxas na rede caíram, então menos ETH é queimado (removido de circulação), o que reduz seu preço. Além disso, novos projetos modulares com seus próprios tokens estão tirando parte da atenção e do investimento que costumavam ir para o ETH”, completou Pack.

Em contrapartida, o especialista ressaltou que essa decisão de modularizar faz parte de um plano maior para preparar o Ethereum para o futuro, porque, ao trabalhar em projetos menores, no caso em soluções de camada 2 da rede, o Ethereum pode crescer e acompanhar as novas tecnologias que melhoram o funcionamento dos blockchains. 

Ele também destacou que a rede Ethereum, embora divida os holofotes com outras blockchains, conseguiu manter cerca de 75% de sua participação de mercado nos últimos nove anos. O que representou uma queda muito menor do que empresas de tecnologia semelhantes, como a Amazon Web Services, que caiu para cerca de 35%. Para ele, essa estratégia modular garante que a rede Ethereum possa permanecer relevante e se adaptar às mudanças, mesmo que isso signifique fazer sacrifícios hoje. 

“Os investidores de longo prazo ficarão satisfeitos com o fato de que a utilidade do Ethereum está parecendo melhor do que a média, com o aumento de endereços ativos diários, principalmente à medida que janeiro de 2025 avança”, finalizou.

No radar dos investidores também estão as 82 memecoins com até 871 mil holders, acumulado de até 51.570.638% e 49% mais assédio para ficar de olho, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.