O empresário Eike Batista, bilionário preso em operação da Polícia Federal, fez um acordo de delação com a Procuradoria Geral da República (PGR) e admitiu que manipulou o mercado com operações que somaram mais de R$ 1 bilhão com a ajuda de seis bancos. A informação é do jornal O Globo.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, Eike fez operações ilegais com ajuda do JP Morgan, do Goldman Sachs, do BTG Pactual, ItaúBBA, Morgan Stanley e Credit Suisse.
O bilionário, que já foi um dos homens mais ricos do Brasil, terá sua delação premiada assinada até sexta-feira. Ele detalhou que, através de operações financeiras conhecidas como P-notes, comprava e vendia ações no exterior sem se identificar, podendo assim fraudar e manipular o mercado fazendo uso de informações privilegiadas e outras irregularidades.
Eike Batista responsabilizou diretores dos bancos, com quem operava diretamente, mas não os presidentes dos gigantes financeiros. Ele pagará R$ 800 milhões de multa e cumprirá quatro anos de reclusão, um em regime fechado, um em domiciliar e dois em semiaberto.
O dinheiro da multa do empresário será usado no combate ao coronavírus no Brasil.
Como noticiou o Cointelegraph Brasil, em agosto de 2019 Eike Batista foi preso pela Polícia Federal e investigado por crimes como lavagem de dinheiro com Bitcoin em nome de sua esposa na exchange Bitcoin Trade.