O Bitcoin, a principal criptomoeda do mercado, depois de valorizar mais 35% em janeiro, recuou 9% em fevereiro mas ainda acumula um ganho de 17% no ano, segundo dados do Coinmarketcap. Em fevereiro, o Bitcoin abriu o segundo mês do ano sendo cotado a US$ 9.409,04 e 'fechou' o mês a US$ 8.590.
Na última semana de fevereiro, houve um banho de sangue em várias classes de ativos, com medo de que o surto de coronavírus se transformasse em pandemia. Isso levou os investidores a abandonar suas posições nos mercados de ações, que perderam cerca de US$ 3,8 trilhões nos EUA. O ouro, que atuou como um porto seguro tradicional, não foi poupado. O metal dourado caiu cerca de 4,6% em 28 de fevereiro, o que elevou a perda semanal a cerca de 5% durante a semana.
No Brasil, o Ibovespa, principal índice nacional, também sentiu o impacto dos mercados mundiais e recuou 8% enquanto o dólar ficou cotado acima de R$ 4,50.
Os dados dos mercados tradicionais mostrou semelhança com o do BTC no mês indicando que os investidores não diferenciam entre classes de ativos e venderam tudo em "estado de pânico". Desta forma, o Bitcoin (BTC) e outras criptomoedas também não foram poupadas no selloff, pois os investidores podem ter realizado lucros para cobrir suas perdas nos mercados de ações.
Agora, mesmo com o Bitcoin apresentando uma alta de 3% em 02 de março os investidores de criptomoeda estão preocupados se a fase de alta terminou e os mercados de criptoativos podem vivenciar uma nova baixa reacendeu o temor de um 'bear market' em pleno halving, evento que vem sendo apontado como catalisador para uma valorização massiva no preço do Bitcoin.
O que esperar para março?
No momento da escrita, segundo o analista do Cointelegraph, Rakesh Upadhyay, o par BTC/USD formou um triângulo simétrico de longo prazo. Para ele há uma grande dificuldade do BTC romper US$ 10.500 e que, se este patamar for quebrado, haverão novas altas que podem levar o BTC acima de US$ 29 mil.
"Recentemente, o preço caiu de US$ 10.500, que fica logo abaixo da linha de resistência do triângulo. Há suporte em US$ 7.856,76, e abaixo, em US$ 6.435. Se ambos os suportes racharem, o par pode cair na linha de suporte do triângulo simétrico. Por outro lado, se o par reverter a direção dos níveis atuais ou de US$ 7.856,76, os bulls farão outra tentativa de elevar o preço acima de US$ 10.500. Prevemos que os bears montem uma forte defesa entre US$ 10.500 e a linha de resistência do triângulo. A EMA de 20 semanas está se achatando e o RSI está próximo do ponto médio, o que sugere algumas semanas de negociação com limite de intervalo. No entanto, se os buls puderem empurrar o preço acima do triângulo, é provável que o par ganhe impulso. O alvo padrão de uma quebra do triângulo é US$ 29.882, mas pode não ser uma corrida direta para esses níveis." disse
Já para filbfilb, do Cointelegraph Markets, fechar em cerca de US$ 8.500 - a média móvel de 20 semanas para o BTC / USD - foi fundamental para 'segurar' os ganhos de janeiro, indicando que março pode ser um novo mês de alta para o Bitcoin.
“Se encerrarmos a semana abaixo da média móvel de 20 semanas, preciso reavaliar o BTC. Mais de 8500 é necessário”, disse ele.
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