A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) admitiu que a implantação da rede 5G no Brasil deve ficar para 2021.

Desta forma, a disponibilização para a população do novo padrão de conectividade pode ocorrer somente em 2022.

O novo plano de implantação pode colocar o Brasil, no caso do 5G, em um delay de até 3 anos quando comparado a China que já tem os olhos voltados para o 6G.

A hipótese do atraso na implantação do 5G foi admitido pela primeira vez pelo presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais.

Conexão rápida, implantação lenta

Morais vinha dizendo que o adiamento da implantação do 5G no Brasil em 2020 era impossível.

Contudo, com o avanço da pandemia do coronavírus todo o setor de tecnologia foi afetado.

Assim, juntamente com ele, os testes e planos de implantação da autarquia.

Além da pandemia, no país, ainda há impasses no espectro das faixas de frequência utilizado na recepção de TV por antenas parabólicas e empresas de satélites.

“A pandemia certamente gera algum impacto no cronograma, e também na própria cadeia de suprimentos do 5G. A gente precisa evoluir bastante, seja na forma em que endereçamos a mitigação, seja na estratégia de migração para dar cabo à política pública formulada”, afirmou o presidente ao portal TeleSíntese.

Huawei

Outro ponto ainda em discussão no país é a Huawei.

A gigante mundial chinesa vem enfrentando há anos problemas com Trump e os EUA.

Desta forma os americanos vêm pressionando o Brasil a não adotar ou permitir a empresa operar a infraestrutura do 5G no Brasil.

Já o Governo Federal tem dado posições conflitantes sobre o assunto.

Assim, ao mesmo tempo que afirma que o 5G é assunto do Brasil, não admitindo interferência americana, alega que não quer depender de empresas chinesas.

5G e Blockchain

Segundo especialistas a partir do momento em que o 5G estiver disponível no cotidiano das pessoas será praticamente impossível construir uma economia de dados sem o uso de blockchain atuando como um layer de conectividade entre os diferentes dispositivos.

Nesta linha, recentemente Jiang Wei, presidente do China Telecom Blockchain e Digital Economy Laboratory, explicou que a tecnologia blockchain tem casos de uso significativos que podem melhorar a rede móvel 5G.

Wei afirmou que o Blockchain no 5G introduzirá capital social no cenário 5G.

Ele acredita que isso ajudará a indústria a obter a infraestrutura 5G. 

Ele também observou sua crença de que o blockchain ajudará a realizar o compartilhamento de recursos 5G e o rastreamento de uso.

A China Telecom também está experimentando blockchain para melhorar os serviços de roaming internacional. 

Ele vê o Blockchain como uma maneira de eliminar a necessidade de terceiros. Se ele estiver correto, isso poderá tornar os serviços relacionados mais fáceis e convenientes.

"Antes que pudéssemos ver uma integração eficiente de blockchain e 5G, há vários problemas que precisam ser tratados com a tecnologia blockchain", disse Wei. "Desses, os aspectos de legalidade e segurança dos contratos inteligentes são uma grande preocupação."

Enquanto isso....

Enquanto isso o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, afirma que 5G no Brasil só em 2022.

Já a Xiaomi, uma das 3 maiores fabricantes de celular do mundo afirmou que 5G é coisa do passado e que agora seus desenvolvimentos estão voltados para o 6G.

De acordo com a empresa a nova rede promete ser cerca de 8 mil vezes mais rápida que o 5G.

Contudo a empresa não deu mais detalhes sobre seus desenvolvimentos em torno da tecnologia.

Porém, a Xiaomi ressaltou que, para a empresa, 5G agora não é mais desafio e com relação à tecnologia seu foco é somente produzir celulares com suporte a conectividade.

Na China, inclusive duas reuniões já foram realizadas sobre o 6G.

O doutor Fang Min, especialista chinês da ZTE, declarou recentemente na segunda Cúpula 6G, que a tecnologia deve estar disponível comercialmente em 2030.

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