Criptomoeda pode ser 'ouro do futuro', aposta coordenador de fundo do Ministério do Turismo

O coordenador-geral de fomento ao empreendedorismo, atração de investimentos e do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) do Ministério do Turismo do Brasil, Lucas Fiuza, afirmou em entrevista ao Diário do Nordeste que acredita que as criptomoedas serão uma "espécie de padrão ouro do futuro".

Fiuza, que também é fundador da Tradebit.exchange, diz que acredita que as criptomoedas se tornarão "referência de valor concreta, porque não tem ninguém pra manipular a emissão dele".

O coordenador do Fungetur e empresário cripto ainda comparou as criptomoedas e blockchains com o sistema financeiro tradicional, dizendo que os fundos armazenados em bancos dependem do "banco decidir" se o dono poderá sacá-los ou não, lembrando a decisão da Ministra da Economia do governo Fernando Collor, Zélia Cardoso, que bloqueou a poupança da população na década de 1990.

Segundo ele, com as criptomoedas tal decisão seria impossível, pois elas não estão sob administração de um único dono:

"Isso permite um planejamento a longo prazo, que acaba impactando na sustentabilidade. Reserva de valor de longo prazo não perde poder de compra, as pessoas tendem a fazer mais projetos de longo prazo".

Fiuza ainda diz na entrevista que não vê as criptomoedas sendo "moeda do dia a dia", mas como reserva de valor.

O Ministério do Turismo foi destaque no Cointelegraph recentemente, quando escolheu o ex-jogador da seleção brasileira Ronaldinho Gaúcho como "Embaixador do Turismo", mesmo que na época o ídolo estivesse impedido de deixar o país por problemas judiciais. Ronaldinho fez acordo com as autoridades e recentemente conseguiu reaver seus passaportes.