O mercado de criptomoedas alcançava um market cap de US$ 3,68 trilhões (+1,8%) na manhã desta segunda-feira (16), quando o Bitcoin (BTC) era trocado de mãos por US$ 104,7 mil (+2,7%) após atingir cerca de US$ 106,5 mil em nova máxima histórica no fim de semana. O benchmark representava 56,2% de dominância de mercado em meio ao sentimento de ganância extrema (80%) dos investidores e as altcoins em alta de até 370%.

O fluxo de capital líquido para o mercado cripto sucedeu a divulgação de uma reportagem da CNBC de que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende criar uma reserva de Bitcoin no país.

“Faremos algo grandioso com criptomoedas porque não queremos a China, ou qualquer outro país... mas outros estão adotando isso, e queremos estar à frente”, disse Trump. 

O avanço do BTC apontava para a dissociação da criptomoeda em relação à lateralização do S&P 500, que encerrou a semana anterior em 6.051,09 (-0,0026%) em meio ao crescimento do temor de que o índice enfrente o risco de não ter liquidez para sustentar a alta dos últimos meses. Enquanto isso, o Nasdaq encerrou a 19.926,72 (+0,12%) após romper 20.000% na história, puxado pela valorização de algumas big techs.

No lado oposto à alta do Bitcoin, o Cboe Volatility Index (VIX), o índice do medo, avançava a 14,26 pontos (+2,4%). O que pode estar relacionado a outro possível catalisador de volatilidade do mercado de criptomoedas esta semana, que é a última reunião do ano do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), entre terça e quarta-feira (18), quando o comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed) decide sobre a taxa de juros na maior economia global.

O entusiasmo do mercado de criptomoedas com um eventual cenário mais amigável nos Estados Unidos também favoreceu a manutenção de entrada de capital líquido nos fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin e de Ethereum (ETH), em respectivos US$ 428,98 milhões e US$ 23,61 milhões na última sexta-feira (13), segundo dados da plataforma SoSoValue.

No campo das principais altcoins em capitalização de mercado, o KCS recuava a US$ 12,13 (-8,3%), o KAIA valia US$ 0,27 (-6,3%), o EGLD era trocado por US$ 44,38 (-4,7%), o ENS orbitava US$ 47,82 (+9,6%), o BGB avançava a US$ 3,27 (+9,4%), o STX se comparava a US$ 2,46 (+7,2%), o PYTH se convertia em US$ 0,45 (+6,8%), o SUI estava precificado em US$ 4,73 (+6,7%) e o ENA se nivelava por US$ 1,21 (+5,3%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o VIRTUAL era transacionado por US$ 2,93 (+24,5%), o ONDO era trocado por US$ 2,03 (+11,7%), o SPX se comparava a US$ 0,78 (+16,8%), o COW valia US$ 0,92 (+40,4%), o FARTCOIN era trocado por US$ 0,78 (+26,7%), o DEEP se transformava em US$ 0,10 (+19,4%), o AZERO estava precificado cem US$ 0,58 (+34,1%), o VERUM estava quantificado em US$ 2.154,46 (+22,5%) e o ANT pareava US$ 3,15 (+43,4%).

Um dos destaques era o MOCA, que se encontrava precificado em US$ 0,21 (+150%) com um pico de preço de 370%.

Gráfico de 24 horas do par MOCA/USD. Fonte: CoinMarketCap

A alta do token do ecossistema descentralizado Moca Network coincidia com a listagem do MOCA Binance Futuros e nas exchanges sul-coreanas Bithumb e Upbit. Entre outras listagens em exchanges estavam ALGO e ARC na Bitget, PEN na Kucoin, BRB e GALEON na AscendEX, RET na LBank, MOODENG na Bithumb, AVA na Huobi, FROX na Poloniex, AVC na Gate.io, BitMart, MEXC e LBank.

Na semana anterior, as criptomoedas subiram até 350% em meio a 3 listagens e airdrop na Binance e o Bitcoin à espera do Fed, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.