Receber royalties que representam uma fração de um total que, por sua vez, equivale a 0,77% de uma venda, pode parecer pouco. Mas esse cálculo não vale para o bilionário mundo do futebol. Tanto que esse percentual representa R$ 905,7 mil, montante que será dividido entre os detentores do Cruzeiro Token (CRZO) pela venda do volante Ederson, já que o CRZO é atrelado em parte dos royalties a que o Cruzeiro Esporte Clube tem direito pelo Mecanismo de Solidariedade da Federação Internacional de Futebol (FIFA) que concede até 5% da venda de um jogador ao seu clube formador.
Ederson foi vendido no começo do ano para o Atalanta, da Itália, por R$ 117 milhões. Transação que vai ser reverter em um ganho de R$ 1,14 por cada CRZO, o que equivale a 6,3% do valor de cada token, pela cotação do criptoativo, que era negociado a US$ 17,97 nesta quarta-feira (7).
O Cruzeiro, que tem mais de 200 jogadores inscritos no Mecanismo de Solidariedade da FIFA e outras 17 negociações já confirmadas, salientou que "esta é apenas a primeira distribuição de várias outras que ainda devem ocorrer."
O clube mineiro informou ainda que os detentores do CRZO devem estar com seus tokens, até esta quarta, na plataforma do marketplace de criptomoedas brasileiro BitPreço, onde o CRZO é negociado, ou na Liqi, startup emissora do token. Isso porque o repasse da primeira das seis parcelas será iniciado nesta quinta-feira (8) a partir das 12h, quando as negociações do CRZO serão paralisadas para o repasse.
Em setembro, a Liqi repassou R$ 400 mil aos holders do Coritiba Foot Ball Club, referentes à transferência do jogador Dodô, ex-Shakhtar Donetsk, para a Fiorentina, também da Itália, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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