Com prejuízo de R$ 170 mil e ativos 'sequestrados', empresário protesta na sede do Bitcoin Banco

O empresário Paulo Ricardo Campos Silva, que teve prejuízo de R$ 170 mil com o Grupo Bitcoin Banco, que não devolve o investimento dos clientes e já responde a mais de 100 ações judiciais, é uma das pessoas que protestaram nesta quinta-feira, 24 de outubro, na sede do GBB. A informação é do UOL.

O empresário esteve na sede do Grupo Bitcoin Banco, em Curitiba (PR), portando cartazes que criticavam Cláudio Oliveira, dono do GBB, conhecido como "rei do Bitcoin". Ele diz que imprimiu 10 mil folhetos e um banner pois "nada do que prometeram foi cumprido e eu não fui recebido por eles. [...] Decidi reagir".

O empresário diz que foi instruído por um funcionário a transferir os R$ 170 mil investidos das plataformas Negocie Coins e TemBTC para a carteira do GBB. Foi então que seus fundos foram bloqueados e ele não mais conseguiu acesso a seu investimento. A promessa era receber os recursos a partir de 30 dias da transferência:

"Eu assinei o contrato e transferi os BTCs, como haviam me pedido, mas eles não assinaram o contrato e não me pagaram. Meu advogado disse que isso se enquadra como sequestro de ativos."

Os panfletos e o cartaz, que teriam custado R$ 2.000, foram distribuídos em frente ao prédio do GBB e da Procuradoria da República do Paraná. O investidor diz que hoje tem problemas para honrar os prazos de suas dívidas decorrentes do desfalque e enfrenta problemas psicológicos.

Além disso, ele diz que um advogado do Bitcoin Banco, acompanhado de seis seguranças, teria tentado intimidá-lo:

"O advogado falou que, por causa da minha atitude, o Claudio não queria me ver nem pintado de ouro. Então continuei, pois estou no meu direito."

O GBB não comentou o caso para a matéria do UOL, informando que existe um "fluxo de pagamento", definido em setembro, prometendo "novos comunicados sobre a evolução do processo".

A crise do Grupo Bitcoin Banco se arrasta há meses, desde maio de 2019, com a empresa interrompendo saques de investidores e pagamentos. A empresa já foi alvo de diversos mandados de busca de apreensão, como noticiou o Cointelegraph, e seu dono, Cláudio Oliveira, chegou a ter bens pessoais bloqueados e passaporte retido. A CVM determinou que o GBB não pode mais oferecer seus produtos de investimento.

O Cointelegraph Brasil também revelou com exclusividade que na declaração de renda de 2019 para a Receita Federal de Cláudio Oliveira constam 20.000 BTCs, avaliados na época em R$ 200.000.000.