A startup brasileira Notus Labs promoverá uma ação de lançamento do aplicativo Chainless durante a Blockchain Rio 2024, que ocorre no Rio de Janeiro, nos dias 24 e 25 de julho. 

O Chainless é um aplicativo para dispositivos móveis desenvolvido com a tecnologia de abstração de contas que oferece uma experiência de usuário simples e intuitiva, facilitando a realização de operações on-chain.

A Notus Labs começou a desenvolver o aplicativo há um ano e desde então já venceu dois hackathons. O primeiro, promovido pela ZkSync, serviu para estruturar a equipe e avançar com o desenvolvimento do produto. Em março deste ano, o projeto foi um dos sete ganhadores do Avalanche Frontier, preparando o terreno para os primeiros testes públicos do Chainless. 

Kevin Voigt, CEO da Notus Labs, afirma que o desenvolvimento do Chainless está alinhado com o objetivo da startup de facilitar o acesso de novos investidores e simplificar a interação com DeFi (finanças descentralizadas) e operações on-chain:

​​“Com o lançamento do app, estamos prontos para facilitar a entrada de novos investidores no mundo cripto e simplificar a interação com DeFi para quem já é do meio."

Integrado ao Pix para permitir saques e depósitos instantâneos em reais, o Chainless oferece funcionalidades como gerenciamento de chaves privadas, criação de carteiras autocustodiais e operações de compra e venda de criptomoedas, utilizando as credenciais da Apple e do Google para usuários do iOS e Android.

A Notus Labs contará com um stand no Blockchain Rio dedicado à divulgação do Chainless. Os usuários interessados em testar o aplicativo receberão convites para participarem de uma quest com recompensas monetárias. Também haverá a distribuição de brindes.

Aqueles que não puderem comparecer ao evento podem se inscrever na lista de espera no site oficial do aplicativo ou através das redes sociais da Notus Labs.

O lançamento oficial do Chainless deve ocorrer em até um mês após o Blockchain Rio. Em um primeiro momento, o aplicativo será acessível somente mediante convites. Esse modelo visa estabelecer um contato mais próximo e direto dos desenvolvedores com os usuários finais, a formação de uma comunidade de "early adopters" e um sistema de benefícios compartilhados, explica Voigt.

Testando o Chainless

O Cointelegraph Brasil testou o Chainless antes do pré-lançamento no Blockchain Rio.

Após a instalação do aplicativo, o login é feito a partir da conta do usuário na App Store ou no Android, sem a necessidade de criação de senhas ou chaves privadas, como é padrão em carteiras autocustodiais como a MetaMask ou a Phantom.

Em sua versão de testes, o Chainless oferece opções de saque e depósito em reais, via Pix, e de criptomoedas, através da rede da Polygon (MATIC).

Interface do Chainless. Fonte: Notus Labs

Depósitos de criptomoedas estão automanticamente liberados e o tempo de confirmação depende da rede utilizada. Para realizar depósitos de até R$ 2.000, é necessário passar por um processo simplificado de Know Your Customer (KYC), no qual o usuário deve informar nome completo, data de nascimento e CPF. 

A autorização é instantânea, permitindo que o usuário crie uma ordem de depósito ou saque, a ser confirmada mediante uma transferência via Pix. 

No caso de depósitos, o crédito é quase instantâneo e o montante transferido pode ser automaticamente convertido tanto na stablecoin atrelada ao dólar, USD Coin (USDC), quanto no BRZ, a maior stablecoin atrelada ao real em capitalização de mercado. O processo é o mesmo para saques.

O sistema de saques e depósitos da Chainless utiliza a infraestrutura da Transfero – empresa brasileira que integra o sistema financeiro tradicional a soluções baseadas na tecnologia blockchain e emissora do BRZ. 

Na versão de testes do Chainless existem 41 opções de criptomoedas para investimento ou conversão, incluindo Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Chainlink (LINK), Uniswap (UNI), MakerDAO (MKR), Lido DAO (LDO), e stablecoins como o USDT e o DAI, entre outras.

A versão que chegará aos usuários com o lançamento oficial do aplicativo incluirá todas as redes compatíveis com a Ethereum Virtual Machine (EVM), incluindo a rede principal da Ethereum, diferentes redes de camada 2, assim como Avalanche (AVAX), BNB Chain, entre outras, afirma Voigt.

Ao todo, cerca de 14 mil criptomoedas poderão ser transacionadas no Chainless, estima Voigt. Embora a equipe da Notus Labs pretenda realizar uma curadoria dos tokens a serem disponibilizados na plataforma, os usuários mais experientes poderão negociar qualquer token, utilizando informações on-chain como rede e endereço de contrato, explica o CEO da Notus Labs.

A integração de transações de Bitcoin nativo, inclusive através da Lightning Network, e de tokens do ecossistema da Solana (SOL) são atualizações previstas para o médio prazo, de acordo com Voigt.

Primeiro banco digital brasileiro com integração a criptomoedas e DeFi

O roadmap do Chainless prevê a implementação de funcionalidades para conectar o ecossistema de criptomoedas ao sistema financeiro tradicional e tornar-se o primeiro banco digital para criptonativos. A integração de operações de DeFi, como empréstimos, operações de alavancagem, staking, à interface do aplicativo deverá ser implementada em breve, afirma Voigt. 

O passo seguinte será a transformação do Chainless em um banco digital com funcionalidades on-chain que atendam a todas as necessidades financeiras dos seus usuários, concentrando em uma única plataforma pagamentos cotidianos, operações com criptomoedas, DeFi e autocustódia:

"Nosso objetivo é transformar a Chainless em uma solução bancária completa para o público cripto, o que significa permitir que os usuários possam fazer e receber Pix de qualquer CPF, pagar contas, tenha um cartão de crédito, e ao mesmo tempo tenham acesso à chave privada para fazer a custódia dos seus criptoativos."

Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil, recentemente a Transfero anunciou um investimento pré-seed de R$ 1,25 milhão na Notus Labs para o desenvolvimento de produtos que incentivem a adoção da tecnologia blockchain e DeFi nos mercados B2B e B2C.