Chainalysis pede ao FATF que revise pedidos por dados de exchanges

A empresa de análise de blockchain Chainalysis rebateu as recomendações da organização anti-crimes financeiros intergovernamental Financial Action Task Force (FATF) em uma carta direta datada de 8 de abril.

A carta, que a Chainalysis enviou à FATF, critica os pedidos da organização para que exchanges identifiquem e guardem registros de destinatários e remetentes envolvidos com transações de criptomoedas.

As demandas foram estabelecidas no fim de fevereiro, com a FATF subsequentemente convidando o público a opinar sobre o texto.

De acordo com a Chainalysis, os pedidos colocariam as exchanges, que a FATF classifica como “Virtual Asset Service Providers (VASPs)”, em uma posição quase impossível.

As exchanges teriam que fechar por não cumprir as demandas, as atividades ilícitas seriam levadas ao submundo das plataformas descentralizadas, tornando o combate o crime mais difícil, e não mais fácil, para as autoridades, diz a Chainalysis.

“Não há infraestrutura para transmitir informação hoje entre as VASPs, e nenhuma tem a habilidade de mudar o funcionamento das blockchains de ativos digitais, diz a carta. E continua:

“Forçar um investimento oneroso e a fricção entre VASPs reguladas, que são aliadas importantes das forças da lei, poderia reduzir sua prevalência, levar a atividade para exchanges descentralizadas e peer-to-peer, e levar a um maior risco de descarte pelas instituições financeiras. Tais medidas diminuiriam a transparência atualmente disponível para a aplicação da lei ”.

A FATF também manteve a pressão em governos de seus países pelo progresso insuficiente na luta contra crimes como lavagem de dinheiro e financiamento terrorista.

Como o Cointelegraph publicou neste mês, o Paquistão anunciou que implementaria regulações cripto em resposta às críticas de que um panorama desregulado facilitaria crimes cinanceiros. O banco central do país baniu a negociação de criptomoedas em abril de 2018.