O Banco Central (BC) nomeou doze servidores públicos que participarão do grupo que pode resultar na criação de uma moeda digital do Brasil. De acordo com a Portaria Nº 108.092 publicada nesta sexta-feira (21), o grupo estudará a viabilidade do projeto capaz de transformar o real brasileiro em uma moeda digital.

O Grupo de Trabalho Interdisciplinar (GTI) terá dedicação parcial dos servidores que foram nomeados, tendo em vista que os especialistas já atuam no governo federal em outras áreas.

Segundo o documento que cria o grupo voltado para o estudo da criação de uma moeda digital brasileira, um dos objetivos do GTI consiste em apresentar informações sobre “iniciativas de emissão de moedas digitais por bancos centrais”. 

Além disso, os servidores devem apresentar dados sobre quais podem ser os desafios que Banco Central do Brasil deve enfrentar para criar uma moeda digital.

Moeda digital do Brasil

O Banco Central do Brasil e o Ministério da Economia estudam a criação de uma moeda digital a partir da transformação do real brasileiro. Conforme noticiou o Cointelegraph, o presidente do BC, Roberto Campos Neto confirmou o interesse em criar uma moeda digital no país nesta última quinta-feira (20).

Em um comunicado oficial, o Banco Central anunciou a intenção de criação de um grupo que poderia estudar o projeto de uma moeda digital brasileira. Segundo a proposta inicial, uma CBDC (Criptomoeda Nacional de Banco Central) poderá impactar a emissão de cédulas e moedas do real brasileiro.

O grupo de estudos também deverá apresentar informações sobre como uma moeda digital no Brasil pode impactar toda a sociedade. Por outro lado, existe também uma preocupação do BC em assegurar que uma moeda digital poderá ser aproveitada por sistemas de pagamentos como o PIX.

“O estudo a ser realizado pelo GTI deverá levar em conta as seguintes diretrizes, referências ou finalidades:

. Avaliação de modelos de emissão de moeda digital no contexto de pagamentos digitais do país, especialmente após o pleno funcionamento do arranjo de pagamentos instantâneos instituído pelo Banco Central do Brasil (Pix).”

Banco Central

O grupo que estuda a criação de uma moeda digital no Brasil é composto por doze especialistas de inúmeras áreas relacionadas ao sistema financeiro e que fazem parte do Banco Central. Desse modo, será possível apresentar um estudo multidisciplinar sobre como uma moeda digital impactará a economia no país.

Como coordenador do projeto da moeda digital, o Banco Central nomeou o servidor Aristide Andrade Cavalcante Neto. O especialista faz parte do Departamento de Tecnologia da Informação (Deinf).

Além do coordenador do projeto, existem servidores que fazem parte de outros departamentos, como o de Supervisão e de Conduta (Decon), de Monitoramento do Sistema Financeiro (Desig), de Assuntos Internacionais (Derin), entre outros.

Segundo a proposta do grupo que estuda a moeda digital do Brasil, os servidores terão uma dedicação parcial ao projeto que terá reuniões quinzenais para apresentar os avanços da pesquisa.

No entanto, reuniões extraordinárias também estão previstas, sendo que o grupo estudará a moeda digital do Brasil por seis meses, de acordo com a portaria publicada pelo governo federal.

“O GTI terá a duração de 180 (cento e oitenta) dias, podendo o prazo ser prorrogado por igual período por seu coordenador, caso necessário, independentemente de edição de nova portaria.”

Assinado por Roberto de Oliveira Campos Neto, o estudo sobre a criação da moeda digital será apresentado ao presidente do Banco Central em 2021. De acordo com a proposta, o Banco Central poderá decidir sobre a criação da moeda digital do Brasil.

Confira na íntegra portaria que cria o Grupo de Grupo de Trabalho Interdisciplinar (GTI) sobre a moeda digital:

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