Educador de Bitcoin canadense engana fraudadores e doa dinheiro à caridade

Um educador de Bitcoin (BTC) do Canadá enganou os comandantes de uma fraude cripto e depois doou o dinheiro para a caridade.

Como a Canadian Broadcasting Corporation noticiou em 7 de agosto, Ben Perrin - um YouTuber que dirige um canal educacional de criptomoedas e diretor de marketing em uma exchange de Bitcoin - recebeu uma mensagem fraudulenta oferecendo um esquema de investimento que supostamente dobraria seu investimento em Bitcoin a cada 24 horas.

"Eu já vi muito disso antes, pessoas fazendo afirmações ridículas. Nesse caso, a cada 24 horas, eles me garantiriam duplicar meus Bitcoins, e diziam que bastava eu enviar algum Bitcoin para começar a ver retornos."

Perrin decidiu enganar os criminosos, fingindo ser um recém-chegado ao Bitcoin, sem entender o que estava acontecendo. Ele falsificou uma declaração de carteira de Bitcoin e disse que já havia recebido uma oferta melhor de outra pessoa:

"Eu disse que teria prazer em investir US$ 20.000 com eles se eles simplesmente me enviassem US$ 100 de volta, então eu poderia devolvê-los a eles, apenas para garantir que tudo fosse legítimo".

Como resultado, os criminosos enviaram US$ 50 a Perrin, que o YouTuber transferiu para uma organização filantrópica que ajuda pessoas na Venezuela a comprar comida com moeda digital.

Novas fraudes cripto surgindo

De acordo com um relatório recente da firma de segurança digital Skybox Security, ransomware, botnets e backdoors de criptomoedas parecem ter substituído o malware de mineração cripto como a ferramenta preferida pelos cibercriminosos. O relatório observa:

"As vulnerabilidades de software aumentaram 46% no primeiro semestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Olhando para a tendência de dois anos de vulnerabilidades publicadas nas primeiras metades de cada ano, as vulnerabilidades aumentaram em 240%."

Em junho, a Cointelegraph informou que invasores podiam estar explorando uma vulnerabilidade no servidor Oracle WebLogic para instalar o malware de mineração Monero (XMR), enquanto usavam arquivos de certificado para acobertar suas ações.