A Receita Federal do Brasil divulgou novamente o relatório detalhando as operações com criptomoedas realizadas por brasileiros, revelando um volume total de negociações que ultrapassou R$ 28,3 bilhões em agosto de 2024, considerando todas as criptomoedas.

Esse montante abrange transações realizadas tanto por meio de exchanges nacionais e internacionais quanto negociações diretas entre pessoas físicas e jurídicas. O Brasil tem se destacado na adoção de moedas digitais, consolidando-se como um dos principais países no cenário global de criptoativos.

Em comparação com o mês anterior, quando o volume total foi de R$ 24,7 bilhões, agosto registrou um crescimento de 14,52%, mostrando uma aceleração significativa no mercado. Além disso, ao comparar os dados com o mesmo mês do ano passado, quando o volume total de negociações foi de R$ 15,1 bilhões, o aumento foi ainda mais expressivo, com uma alta de 87,02%.

Conforme a Receita Federal, um dos destaques do relatório é o Bitcoin (BTC), que continua sendo a criptomoeda mais negociada pelos brasileiros. Em agosto de 2024, por exemplo, foram registradas transações envolvendo mais de R$ 20 bilhões em BTC. Outro criptoativo que ganhou destaque nas operações foi o BRZ, uma stablecoin pareada com o real, que movimentou cerca de R$ 552 milhões no mesmo período.

Cripto mais negociadas

Os valores transacionados são significativos, demonstrando o crescente interesse dos brasileiros por esses ativos digitais. Entre as criptomoedas mais negociadas, além do Bitcoin e do BRZ, estão também o Ether (ETH), o Tether (USDT), e a Binance Coin (BNB), que juntos representam uma fatia considerável do mercado de criptoativos no país.

Em agosto de 2024, o Ether movimentou aproximadamente R$ 5,5 bilhões, o que representa um crescimento de 12,52% em relação ao mês anterior, quando o volume foi de R$ 4,9 bilhões. Comparado ao mesmo mês do ano passado, quando o volume foi de R$ 3,1 bilhões, o crescimento foi de 77,42%, evidenciando o aumento da popularidade do ETH entre os investidores brasileiros.

O Tether (USDT), por sua vez, teve um volume de negociações de R$ 7,2 bilhões em agosto de 2024, uma alta de 10,24% em relação ao mês anterior, quando o volume registrado foi de R$ 6,5 bilhões. Em comparação com agosto de 2023, quando o volume foi de R$ 4,1 bilhões, houve um aumento de 75,61%, reforçando o USDT como uma stablecoin essencial no mercado brasileiro.

Já a Binance Coin (BNB) movimentou R$ 3,5 bilhões em agosto de 2024, com um crescimento de 8,5% em relação ao mês anterior (R$ 3,2 bilhões). Em relação a agosto de 2023, quando o volume foi de R$ 2,2 bilhões, o crescimento foi de 59,09%, consolidando a BNB como uma das moedas favoritas no ecossistema de criptoativos no Brasil.

O relatório da Receita Federal destaca o rápido crescimento do mercado de criptomoedas no Brasil. Em comparação com meses anteriores, houve um aumento substancial tanto no número de operações quanto no valor total movimentado. Em julho de 2024, por exemplo, o volume total foi de R$ 24,7 bilhões, enquanto em agosto, esse valor subiu para R$ 28,3 bilhões.

Juliana Felippe, CRO da Transfero destacou que a volta da divulgação de dados pela Receita Federal é um avanço significativo para a transparência e conformidade do mercado. Segundo ela, essa transparência é crucial para o planejamento do Banco Central e para a identificação dos principais players e casos de uso emergentes na nova economia tokenizada. 

"A diferenciação do BRZ em relação às outras stablecoins é notável, sendo a única estável em real entre as cinco principais. Isso evidencia nossa confiabilidade, aceitação e adoção em diversas aplicações, como importação, exportação e movimentação financeira. Temos orgulho de ter criado a primeira stablecoin brasileira, consolidando nosso pioneirismo e alinhamento com a adoção do mercado", disse.

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