A empresa brasileira de tokenização de créditos de carbono em blockchain MOSS faz parte da compensação da emissão de carbono de um fundo de Bitcoin negociado em bolsa (ETF) apresentado à Securities and Exchange Comission (SEC) dos Estados Unidos nesta semana.

A aprovação dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos vivem expectativa há anos pela aprovação da SEC, que negou e adiou todos os pedidos enviados à autarquia até hoje. Parte dos analistas aposta que a SEC está muito próxima de aprovar o primeiro fundo de investimentos deste tipo.

O fundo em questão foi apresentado pela One River Digital Asset Management, que batizou o ETF de One River Carbon Neutral Bitcoin Trust, com previsão para ser listado na Bolsa de Valores de Nova York. Um dos conselheiros da One River é o ex-diretor da SEC Jay Clayton, o que traz ainda mais otimismo pela aprovação.

A One River deve comprar créditos de carbono através dos tokens MCO2 da Moss para neutralizar a produção de carbono dos Bitcoins negociados através do fundo. A compra dos créditos vai ser intermediada por uma parceira da MOSS no Uruguai. Luis Adaime, da MOSS, explicou como a empresa vai atuar caso o ETF seja aprovado:

"A Moss foi contratada pela One River, que é a gestora do fundo, como uma prestadora de serviços para essa compensação de carbono. A One River vai usar um índice desenvolvido por eles que vai dizer quanto eles têm que comprar de MCO2 por dia e queimar para ter a correspondente de compensação. Nós não participamos da parte regulatório, do pedido, mas ele pode ser aprovado em breve. Pelos nossos cálculos, a cada 4 tokens MCO2 você consegue compensar a emissão de carbono por BTC"

O fundo também não vai comprar e vender Bitcoins diretamente, atuando através de terceiros para fornecer os ativos digitais por meio de transações “em espécie” por meio da venda e resgate de ações. A custódia dos criptoativos estará a cargo da Coinbase Custody, braço da maior exchange dos EUA.

O pedido pela aprovação de um ETF de "Bitcoin verde" chega como uma resposta às críticas de pessoas de fora da comunidade de criptomoedas pelo "impacto ambiental" da mineração, lideradas pelas declarações do bilionário Elon Musk nas últimas semanas. 

Nesta semana, uma reunião entre Musk e outras personalidades do mercado cripto como Michael Saylor, da MicroStrategy, criou o Conselho de Mineração, que vai atuar para minimizar os impactos ambientais da atividade de mineração cripto no mundo.

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