Brasileiro que compra Bitcoin desde 2011, quando BTC custava a R$ 12, monta fundo de cripto regulado pela CVM

O brasileiro Marcelo Sampaio, engenheiro de produção que já atuou em empresas como Oracle e Microsoft, revelou ao jornal Estado de São Paulo, em 12 de janeiro, que começou a comprar Bitcoin em 2011 a R$ 12 e não parou desde então.

Em 2018, apaixonado pelas criptomoedas montou, junto com outros dois brasileiros, a Hashdex que, entre outros, possui um fundo de investimentos em criptoativos regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O fundo da Hasdex é baseado no HDAI (Hashdex Digital Assets Index) que é listado na bolsa americana Nasdaq e é composto por uma cesta de criptomoedas, entre elas Bitcoin. Além disso os criptoativos que integram o fundo são revistos em um período de tempo mudando a alocação dos recursos.

Hoje o Hashdex conta com 13 criptomoedas: bitcoin, com 75,69%; ethereum, 9,90%; ripple, 5,87%; bitcoin cash, 2,01%; litecoin, 1,79%; EOS, 1,46%; bitcoin SV, 0,76%; stellar, 0,61%; Tron, 0,54%; cardano, 0,53%; dash, 0,32%; ethereum classic, 0,27%; e Neo, 0,26%.

“Entre comprar uma ou outra criptomoeda, resolvi comprar um pouco do mercado inteiro. Daí nasceu a ideia de compor um índice como Ibovespa ou S&P 500.” Marcelo Sampaio ao Estadão.

Sampaio conta que a estratégia de diversificação nasceu dentro da Genial no qual era responsável pelo portfólio de renda fixa no qual havia a regra de diversificar ativos como forma de reduzir riscos de volatilidade. Ao Estadão revelou também que rodou o mundo atrás de alguém que pudesse fazer algo similar para o mercado de criptomoedas.

“Um dia, me indicaram um especialista no assunto pela Universidade de Princeton. Era um brasileiro que morava a quatro quadras da minha casa, no Leblon", a indicação era o economista Axel Simonsen que contou que não sabia nada sobre criptomoedas, mas que topou a empreitada e demorou três meses para montar o índice.

Sampaio, que tem como sócios os brasileiros, Bruno Caratori e Thiago Costa acredita que o interesse dos grandes investidores com relação as criptomoedas está de volta os holofote e cita como exemplo um fundo soberano de Abu Dhabi o Mubadala Capital Investment que comprou a  exchange de criptomoeda MidChain.

A afirmação de Sampaio também ganha respaldo na Bakkt, plataforma de criptomoedas da Bolsa de Valores de Nova York e que, embora tenha visto um lançamento tímido passou a ganhar tração ao longo do meses, embora ainda muito longe do volume de negociação das grandes exchanges do mercado.

No total a Hasdesk possui 3 fundos o Hashdex Digital Assets Discovery (investe até 20% no HDAI e é aberto para o público em geral), o Hashdex Digital Assets Explorer (investe até 40% no HDAI e é aberto para investidores qualificados), e o Hashdex Digital Assets Voyager (investe até 100% no HDAI e é aberto para investidores profissionais). 

Os fundos são 'comercializados' no Brasil pela XP Investimentos, BTG Pactual digital, Genial investimentos, Guide investimentos, Órama, Uniletra,Modalamis.

Como noticiou o Cointelegraph, com relação ao preço do Bitcoin, o BTC caiu depois de chegar a US$ 8.452,84 em 8 de janeiro. No entanto, a retração durou pouco, pois o preço está tentando saltar para fora da linha de tendência de baixa que anteriormente atuava como uma forte resistência. Este é um sinal positivo.

"Se os bulls puderem empurrar o preço acima de US $ 8.452,84, sinalizará o possível início de uma nova tendência de alta", destacou o analista Rakesh Upadhyay.

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