O Bradesco anunciou esta semana o início dos testes com o Pix por aproximação a partir de janeiro de 2025. Em outra frente, o banco revelou que deve adotar a tecnologia blockchain na identificação pessoal dos clientes e outros casos de uso, no primeiro semestre do próximo ano.
Integrante de um projeto anunciado em novembro pelo Banco Central (BC), de utilização da solução de pagamento por aproximação através da carteira digital Google Pay, o Bradesco informou que o Pix por aproximação está sendo desenvolvido pelo próprio aplicativo do banco em parceria com a Cielo e que será disponibilizado de maneira gradativa para outras maquininhas. Em julho, o Itaú lançou o recurso através de uma parceria com a Rede.
O Bradesco informou ainda que o Pix por aproximação será disponibilizado na tela inicial do aplicativo, sem a necessidade de os clientes fazerem login. Isso porque a solução utilizará o iniciador de pagamentos, que é um recurso adotado pelo BC que autoriza empresas ou instituições a operarem em operações de pagamento. Por meio do iniciador de pagamentos, os clientes poderão cadastrar o Pix a carteiras digitais da mesma maneira como é feito com cartões de crédito e débito.
Na avaliação do diretor de Produtos Digitais do Bradesco, Marcos Cavagnoli, “a novidade representa um grande avanço para a praticidade das transações. Com o Pix por aproximação, o processo de pagamento se torna ainda mais rápido e intuitivo, similar ao uso de cartões contactless”.
“Além disso, a possibilidade de integrar o Pix a carteiras digitais como o Google Pay amplia as opções para os consumidores, oferecendo uma experiência de pagamento muito mais flexível e conveniente”, completou.
O CEO da Cielo, Estanis Bassols, acrescentou que uma pesquisa recente da fintech revelou que “consumidores e comerciantes valorizam soluções inovadoras capazes de tornar o processo de compra mais rápido e fluido”.
“O estudo mostra ainda que mais de 90% dos varejistas acreditam no uso das novas tecnologias para fidelização de clientes. Nesse sentido, o Pix por aproximação vem como uma solução eficiente, segura, e que torna a jornada de pagamento mais simples e sem fricção”, destacou.
A adoção da blockchain acontece na esteira de um hackathon realizado recentemente pelo Bradesco, o “Ideathon”, focado em testar e implementar a identidade descentralizada. Segundo o banco, os dados dos clientes não serão registrados diretamente na blockchain e sim em tokens imutáveis que representam numericamente as informações pessoais, passíveis de serem utilizados pelos receptores, caso queiram confirmar a veracidade apresentada pelo emissor da credencial.
De acordo com o Bradesco, entre os casos de uso testados pelo banco estão a facilitação de abertura de contas, aprovação de transações via Whatsapp, aceleração de tramitação de seguro residencial, dentre outros. Em nota, o banco acrescentou que “o objetivo foi identificar novos casos de uso para emissores e consumidores de credenciais verificáveis em um modelo de ecossistema que gere valor para todos os envolvidos, sejam empresas emissoras, clientes que compartilham e empresas que usem credenciais dentro do ecossistema”.
O ecossistema testado, segundo o banco, envolveu várias áreas do Grupo Bradesco, como o Hospital Edmundo Vasconcelos, Bradesco Seguros, Bradesco Saúde e Bradesco Cartões, e aconteceu entre os dias 15 de julho e 18 de setembro.
Em novembro, o Bradesco se juntou ao Itaú e ao Banco do Brasil em um grupo de trabalho focado no desenvolvimento de novos modelos de crédito para a segunda fase do DREX. conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.