Em alta volatilidade, o Bitcoin (BTC) orbitava entre um fundo de US$ 92,8 mil e um topo na região de US$ 95,2 mil (-3,4%) na manhã desta segunda-feira (3). Banho de sangue que havia liquidado traders alavancados em mais de US$ 2,2 bilhões após uma guerra comercial iniciada no fim de semana por Donald Trump, quando o presidente dos Estados Unidos assinou um decreto taxando em 10% e 25% as importações do Canadá, China e México.
No X, a Santiment observou que a imprensa mundial está associando o tombo dos mercados à ofensiva comercial de Trump, porque a medida da Casa Branca é vista como uma ameaça à inflação pelo repasse de custos aos consumidores, já que os três países são os principais parceiros comerciais dos EUA e representam US$ 1,4 trilhão em bens importados, cenário desfavorável a mercados como o de criptomoedas.
“Seja esta a razão principal ou se há outros fatores contribuintes, a reação dos traders na comunidade de criptomoedas tem sido esmagadoramente negativa. Até agora, hoje, os comentários pessimistas nas mídias sociais estão em seu maior pico (quando comparados aos comentários otimistas) em mais de um ano”, observou a publicação.
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Na avaliação da plataforma de monitoramento e inteligência onchain, a pressão vendedora de BTC pode não ter terminado. Por outro lado, a Santiment ressaltou a possibilidade de uma onda “orquestrada para fazer com que os traders de varejo ansiosos vendessem em um fundo local”.
“Historicamente, os mercados praticamente sempre se movem na direção oposta às expectativas da multidão. Quando a maioria dos traders é tão cética em relação às criptomoedas, vimos oportunidades de compra ideais e surpreendentemente transparentes”, completou a Santiment.
😰 Bitcoin plummeted to as low as $91.2K as all of crypto has dipped with world stock markets starting the week with heavy bleeding. Media outlets seem to be attributing plummeting sectors to 'Trump's trade war'.
— Santiment (@santimentfeed) February 3, 2025
Whether this is the primary reason or if there are other… pic.twitter.com/ij1bQ6xfUu
O tombo da criptomoeda podia ser mensurado por outros indicadores, entre eles o aumento de dominância do benchmark, a 60,8% no momento desta edição. Correção que anulava o disparo do índice altseason na última sexta-feira (31), quando o fortalecimento de participações favorecia 10 altcoins em acumulados de até 4.011% com rotação de capital do Bitcoin e do Ethereum, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.