A Mabloc, uma startup independente de biotecnologia, liderada por cientistas brasileiros e norte-americanos, com sede na Escola de Medicina da Universidade George Washington, em Washington DC, já arrecadou mais de R$ 65 milhões para desenvolver tratamentos pioneiros e acessíveis que podem evitar futuras endemias e pandemias.
Os estudos da Mabloc são viabilizados, com o uso de blockchain, pelo Viralcure.org, iniciativa da Sthorm que une DeFi e arrecadação de recursos destinados a projetos científicos por meio de tecnologias alinhadas à filosofia da Web3.0.
Apoiada pela Sthorm, a Mabloc promove pesquisas para o desenvolvimento de anticorpos monoclonais de alta eficácia contra enfermidades como Covid-19, dengue, zika, febre amarela, influenza, e outras. Popularizado pelo uso em remédios de combate à doenças autoimunes, os anticorpos monoclonais são fabricados em laboratório a partir de células vivas.
Entre os fundadores da biotech está o brasileiro Esper Kallás, médico infectologista, pesquisador e professor titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP. Desde 2020, a pesquisa para desenvolvimento de tratamento contra a Covid-19 já acumulou mais de R$ 50 milhões em investimentos.
"Pela primeira vez na história, estamos libertando a ciência da sua situação de refém dos bancos e fundos de investimento internacionais. Seus milhões aplicados em pesquisa e produção, ligados à indústria farmacêutica, visam o lucro. Eles não querem universalizar o acesso a medicamentos e salvar vidas",comenta Pablo Lobo, sócio fundador da Sthorm, que administra as estratégias de financiamento descentralizado da biotech Mabloc.
Com os recusos Lobo afirma que o objetivo as pesquisas para enfrentar ameaças como dengue, zika, febre amarela e Covid-19.
Ajudar o mundo
Ao lado de Esper Kallas, o time de especialistas da Mabloc conta com David Watkins, Professor de Patologia e Diretor de Pesquisa Translacional, na Universidade George Washington; Dennis Burton, um dos maiores especialistas do mundo em pesquisa de anticorpos monoclonais, e Michael J. Ricciard, Diretor Associado de Pesquisa Translacional da Universidade George Washington.
"É extraordinário ver essa equipe de cientistas de altíssimo nível abraçando a ideia de financiamento alternativo, proposto e obtido por cypherpunks, como uma forma de baratear os custos dos tratamentos e disseminar seu uso entre populações vulneráveis", diz Rafael Leal, membro do conselho do Grupo Santa, maior complexo hospitalar do centro-oeste, que, ao lado de seus irmãos, apoia e investe nas soluções pioneiras da biotech.
O foco da biotech Mabloc são doenças que afetam principalmente países em desenvolvimento. Com seu potencial econômico reduzido, eles não conseguem obter recursos dos financiadores tradicionais de estudos científicos, como governos e grandes laboratórios farmacêuticos.
“Os anticorpos monoclonais têm se mostrado uma das armas mais promissoras para enfrentar a Covid-19 e outras tantas doenças infecciosas e enfermidades negligenciadas. Os testes com anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 mostraram que eles devem ser capazes não só de tratar a doença, mas também evitá-la. A próxima fase da pesquisa será com os testes clínicos, que nós vamos realizar ainda neste semestre”, afirma o Dr. Esper Kallás.
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