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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

BitGo desembarca no Brasil de olho nas tesourarias de Bitcoin

Custodiante de criptomoedas quer aproveitar adoção de bancos e outras empresas para firmar novas parcerias no país.

BitGo desembarca no Brasil de olho nas tesourarias de Bitcoin
Brasil

A BitGo anunciou nesta sexta-feira (25) a abertura de uma filial para as operações da custodiante de criptomoedas no Brasil.

Em comunicado, a BitGo Brasil Tecnologia Ltda informou que a subsidiária brasileira chega para reforçar o compromisso da empresa com a expansão internacional e o alinhamento com as futuras regulamentações para provedores de serviços de ativos virtuais.

Segundo a empresa de infraestrutura de ativos digitais, as discussões em andamento no Brasil estão caminhando para a necessidade de gerenciamento local de chaves criptográficas, uma capacidade que a empresa já está preparada para oferecer.

Ao estabelecer uma presença local, a BitGo visa garantir conformidade, segurança e soberania na prestação de serviços a instituições financeiras, como bancos, corretoras e gestoras de ativos, informou a empresa.

A decisão de entrar no mercado brasileiro ocorre após a empresa ter obtido a licença regulatória da União Europeia (UE) MiCa (Markets in Crypto-Assets) na Alemanha, uma das certificações mais rigorosas do setor, que permite à BitGo operar sob os padrões europeus.

O foco atual, de acordo com a custodiante, é construir uma base sólida no Brasil, independentemente do resultado regulatório final do país.

Queremos que os bancos nos vejam como aliados. Estamos preparados para atender a quaisquer demandas que surgirem, com segurança, tecnologia e respeito às leis locais. Mesmo que a legislação tome outro rumo, permaneceremos aqui como parceiros das instituições brasileiras, afirmou Luis Ayala, diretor da BitGo para a América Latina.

Ao Valor, Ayala acrescentou que a regulamentação não está clara no país, que a Bitgo queria ser um player mais local e que a empresa não pretende competir com os serviços de custódia dos bancos, mas firmar parcerias com essas instituições pela disponibilização da tecnologia da Bitgo. Segundo ele, a empresa conta com uma camada de custódia fiduciária regulamentada pelo mercado de seguro e resseguro britânico Lloyd’s, no valor de US$ 250 milhões e com contratação adicional que pode chegar a US$ 1 bilhão.

Serviços

A empresa informou ainda que expandiu suas operações com um portfólio completo de soluções de tesouraria corporativa para ativos digitais. Além de custódia a frio (cold storage) segurada e negociação OTC para investidores institucionais, a BitGo destacou que oferece fluxos de trabalho de tesouraria automatizados, APIs prontas para auditoria e suporte técnico altamente especializado. Esses serviços foram desenvolvidos para empresas que buscam não apenas segurança, mas também eficiência e controle em suas operações de criptoativos.

Com a nova operação brasileira, esses serviços agora são oferecidos com uma abordagem verdadeiramente localizada, levando em consideração o contexto econômico, regulatório e cultural do Brasil, explicou a empresa.

A BitGo salientou que está preparada para apoiar empresas que veem as criptomoedas como uma alternativa estratégica para diversificação de caixa, proteção patrimonial e crescimento de capital, e que, ao fornecer suporte técnico e regulatório adaptado à realidade nacional, é possível destravar o uso institucional de ativos digitais, contribuindo para a maturidade do mercado e o desenvolvimento de uma nova gestão financeira, mais descentralizada, robusta e alinhada às tendências globais.

A BitGo Brasil representa não apenas uma expansão geográfica, mas nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do ecossistema de criptomoedas local, oferecendo uma infraestrutura robusta adaptada ao cenário econômico e regulatório do Brasil, com foco na confiança institucional, concluiu Luis Ayala.

Empresas tradicionais também estão entrando no jogo do tesouro cripto com compras de BTC, XRP e SOL. Esse também é o caso da brasileira Méliuz, que recentemente acumulou alta de 170% com a máxima histórica do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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