A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin, está cotado em R$ 110.065,19 na manhã desta segunda-feira, 22/08/2022. Desde a queda de mais de 10% na sexta-feira os touros não conseguiram recuperar o preço do BTC que registra mais um dia de leve baixa. Já são três dias consecutivos de queda mostrando que os touros estão estasiados.
"Na última sexta-feira o bitcoin terminou o dia em queda de mais de 10% e devolveu todo o avanço de preços alcançado desde 26 de julho. Voltamos à zona dos 20 mil dólares com mais uma queda de 2,7% hoje, o que nos coloca novamente em uma situação delicada de mercado. O ether fez o mesmo caminho e já é negociado na faixa dos 1500 dólares, com queda de 5% neste início de dia", destacou André Franco, Head da área de Research do Mercado Bitcoin.
Portanto, o preço do Bitcoin em 22 de agosto de 2022 é de R$ 110.065,19.
Já Ayron Ferreira | Analista Chefe - Titanium Asset Management, aponta que a região dos US$ 25.000 era umaimportante resistência que precisava ser rompida para que o movimento de alta continuasse e não se configurasse apenas um respiro para continuar caindo. O rompimento dos US$ 25.000 não veio e a queda ocorreu. A queda aconteceu também no mercado acionário norte-americano, após a sequência de altas que vinham desde julho.
Ele destaca que tanto no mercado de cripto quanto no mercado americano, a queda pode ter sido um movimento de realização de lucros, pois muitos ativos subiram bastante desde julho.
"O Ether, por exemplo, subiu mais de 90%, o que tornou atrativo para os investidores embolsar o todo ou uma parte do lucro. O aumento no otimismo em julho pôde ser visto também no mercado de derivativos, que teve um volume total negociado de US$ 3,12 trilhões, um aumento mensal de 13%", disse.
Ele aponta também que o mercado parece ter tomado um choque de realidade, após a euforia das últimas semanas. O movimento de queda veio após os discursos de dois membros do FOMC, entre eles James Bullard, que acabou com a alegria momentânea do mercado ao afirmar que enxerga um longo caminho de elevação das taxas de juros nos EUA, até que a inflação retorne próximo a meta do FED, de 2%.
"Também aconteceu após a divulgação da ata do FED, que afirmou o mesmo. Este deve continuar sendo o principal tema macro até o final do ano. Até lá ainda teremos mais três reuniões do FOMC, nos dias 20-21 de setembro, 1-2 de novembro e 13-14 de dezembro. Além disso, também haverá novos dados de payroll, inflação e confiança do consumidor, que serão vistos muito de perto pela autoridade monetária e conduzirão a continuidade do processo de ajuste monetário", finaliza.
Queda para US$ 17 mil está à frente
Como aponta o analista Akash Girimath, com a qued o Bitcoin estabeleceu uma baixa de US$ 20.750, que é a quarta baixa igual formada desde 18 de julho. Embora a recuperação tenha empurrado o BTC para US$ 21.500 , o lado positivo parece limitado a US$ 22.600.
"Uma rejeição no nível mencionado acima, seguida por uma varredura de US$ 20.750, parece plausível. Portanto, os investidores devem ser cautelosos com uma recuperação prematura", disse.
Gráfico de 4 horas BTC/USD
No entanto ele aponta que se o nível de suporte de US$ 20.750 quebrar, então o preço do Bitcoin deve ver outra liquidação em massa que pode levar a maior criptomoeda do mercado para US$ 17.578 onde os ursos devem descansar e permitir que os touros elevem o prelço novamente acima de US$ 20 mil.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e a sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimo sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas razoáveis sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e corporações. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, impor taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente). Esse ledger contém todas as transações processadas. Os registros digitais das transações são combinados em "blocos".
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um ledger público, um erro ou uma tentativa de fraude podem facilmente ser detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A autenticidade de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes às dos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
LEIA MAIS
- CVM abre audiência pública sobre norma destinada a Agentes Autônomos de Investimento
- Lisk, aelf e Chainlink são os projetos com mais atualizações no GitHub
- Noticias Cripto: Liqi anuncia parceria para NFTs e BlueBenx patrocina o FUTURA

