Na manhã desta quarta-feira (5), o mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 3,23 trilhões (-1%) com o Bitcoin (BTC) em torno de US$ 98,1 mil (-1,2%), dominância de mercado recuada a 60,2%, sentimento dos investidores na zona do medo (38%) e a maioria das principais altcoins no vermelho.
O volume de negociações retraído a 169 bilhões (-27%) e a liquidação de traders alavancados de criptomoedas a US$ 355,5 milhões (-32%), de acordo com dados da Coinglass, apontavam para a cautela dos investidores de criptomoedas. O que pode ter sido a precificação do receio dos investidores com a guerra comercial entre EUA e China, que anunciou a tarifação de produtos estadunidenses em percentuais de 10% e 15% em resposta a um decreto do fim de semana assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, taxando produtos importados do país asiático em 10%.
A movimentação se dissociava da alta do mercado acionário estadunidense, já que o S&P 500 e o Nasdaq encerraram a 6.037,88 (+0,72%) e 19.654,02 (+1,35%), respectivamente. Alta favorecida pelo setor de tecnologia e a retração a 7,6 milhões nas vagas de emprego nos EUA em dezembro, segundo dados do relatório Jolts (Job Openings and Labor Turnover Survey), o Departamento do Trabalho. Os números vieram abaixo dos 8 milhões projetados pelos analistas e dos 8,1 milhões de novembro. O que diminui os riscos de inflação e um possível novo arrocho do Federal Reserve (Fed) nas taxas de juros, cenário favorável a mercados como o de criptomoedas.
Apesar das incertezas causadas pelo ambiente macroeconômico e geopolítico instável, o Volatility Index (VIX), conhecido por índice do medo, encontrava-se recuado a 17,58 pontos (-5,59%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin e Ethereum (ETH) registraram respectivas entradas líquidas de 340,82 milhões e 307,77 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue. Esses avanços aconteciam na esteira do amadurecimento da regulamentação do mercado de criptomoedas nos EUA, segundo declarações de Anthony Scaramucci, ex-diretor de comunicações da Casa Branca.
No grupo das principais altcoins em capitalização de mercado, o ENA recuava a US$ 0,58 (-7%), o JTO se retraía a US$ 2,77 (-6%), o XRC encolhia a US$ 0,092 (-6,6%), o FLR retornava a US$ 0,020 (-3,4%), o ONDO era trocado por US$ 1,43 (+6,7%), o WIF avançava a US$ 0,83 (+9,8%), o AAVE se convertia em US$ 277,37 (+6,1%), o PENGU pareava US$ 0,013 (+5,9%) e o SUI se nivelava por US$ 3,60 (+5,5%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o MELANIA avançava a US$ 1,74 (+20,7%), o FTT valia US$ 2,05 (+13%), o TRUMP representava US$ 18,77 (+10%), o AMP respondia por US$ 0,0064 (+13,2%), o VVV estava precificado em US$ 3,03 (+455), o VINE se comparava a US$ 0,16 (+30,4%), o CHEX era vendido por US$ 0,66 (+19,5%), o HT representava US$ 0,92 (+17,9%), o IAG orbitava US$ 0,34 (+20%), o SCR se transformava em US$ 0,61 (+11,2%) e o FORTH estava cotado a US$ 5,06 (+40,8%).
Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam XFI na BitMart, SSE, LUMO e STONKS na CoinEx, BERA na Kucoin, SONIC, ATA, VELO, COOKIE e outras na Kraken e Kraken Futuros e BERA na Bitget.
No dia anterior, as criptomoedas subiram até 97% em dia de reação do Bitcoin após acordo de Trump com México e Canadá, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.