Após confessar que queria matar Gilmar Mendes, STF autoriza operação da Polícia Federal em endereços de Janot

Depois de afirmar, hoje, 27 de setembro, mais cedo que foi até o Supremo Tribunal de Justiça, STF, armado, para matar o Ministro Gilmer Mendes, Rodrigo Janot, ex-procurador da Republica é alvo agora de uma operação da Polícia Federal, segundo revelou a Folha de São Paulo.

De acordo com a reportagem, o ministro Alexandre de Moraes, autorizou uma ação de busca e apreensão pela Polícia Federal em endereços ligados a Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, em Brasília. A decisão de Moraes ocorre no âmbito do inquérito que investiga ameaças a integrantes do STF.

A decisão do ministro atendeu a um pedido do próprio Gilmar Mendes que encaminhou nesta sexta um requerimento a Moraes pedindo providências contra o ex-procurador-geral da República. Gilmar chamou Janot de “potencial facínora”, segundo a reportagem. Entre as providências estudadas pelo STF estão a retirada do porte de arma de Janot e a proibição de que ele visite a Corte.

Como noticiou o Cointelegraph, as invetigações da Lava Jato, que envolvem também o recente caso de Janot e Gilmar Mendes, tem revelado diversas facetas da política e das relações de poder no Brasil e praticamente de tudo já foi visto, desde a prisão de um presidente, até hackers que teriam sido pagos com Bitcoin para invadir redes sociais de autoridades ligadas a operação.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente a Polícia Federal, prendeu o programador de computadores Thiago Eliezer Martins e  Luiz Molição, amigo do hacker Walter Delgatti Neto.

Eliezer, é chamado de o "quinto elemento" e a polícia suspeita que ele seja a ligação entre o hacker e o suposto pagamento com Bitcoin pelas invasões, que, segundo a PF, pode ter sido feito em Bitcoin. Além disso Eliezer também é programado e seria o 'professor' de Delgatti Neto, considerado 'amador' entre hackers.

O 'professor' também teria encontrado Netto em Brasília, ainda em 2018, e teria ajudado o hacker a comprar dólares em uma casa de câmbio e também teria vendido uma Land Rover de R$ 400 mil para "Vermelho", como é apelidado o hacker.