Polícia Federal prende Thiago Eliezer, possível elo de pagamento em Bitcoin para hacker da lava jato

A Polícia Federal, prendeu nesta quinta-feira, 19 de setembro, na segunda fase da Operação Spoofing, o programador de computadores Thiago Eliezer Martins e  Luiz Molição, amigo do hacker Walter Delgatti Neto, segundo informações do portal Globo, publicadas na quinta-feira, 19.

Eliezer, é chamado de o "quinto elemento" e a polícia suspeita que ele seja a ligação entre o hacker e o suposto pagamento com Bitcoin pelas invasões, que, segundo a PF, pode ter sido feito em Bitcoin. Além disso Eliezer também é programado e seria o 'professor' de Delgatti Neto, considerado 'amador' entre hackers.

O 'professor' também teria encontrado Netto em Brasília, ainda em 2018, e teria ajudado o hacker a comprar dólares em uma casa de câmbio e também teria vendido uma Land Rover de R$ 400 mil para "Vermelho", como é apelidado o hacker.

Além de professor, Eliezer tinha a alcunha de "Crash" nas conversas entre o grupo de Walter Delgatti Neto. Também era conhecido pelo apelido de Chiclete. A PF pediu — e a 10ª Vara da Justiça Federal já autorizou — a quebra do sigilo bancário de Eliezer.

Como noticiou o Cointelegraph, as investigações da Polícia Federal ainda não encontraram qualquer relação entre Bitcoincriptomoedas e pagamentos para os 'hackers da lava jato'.

De acordo com a reportagem uma análise dos computadores, documentos, celulares e demais itens apreendidos pelos investigadores com os quatro suspeitos (um deles réu confesso) de terem invadido contas do Telegram de autoridades ligadas a investigação da Lava Jato, não encontrou, até o momento, ligação entre transações financeiras e o vazamento de mensagens, embora a PF tenha encontrado índicios de que os hackers rececebram para realizar o ato.